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Exército monitora crise no Oriente Médio, diz Múcio

Ministro da Defesa afirma que Forças Armadas acompanham conflito e pede mais investimentos na Defesa

Brasília (DF) 17/04/2024 - Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara ouve o ministro da Defesa, José Múcio, comandantes da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, do Exército, general Tomás Paiva, e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

247 - O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o Exército Brasileiro acompanha de forma permanente os desdobramentos da crise no Oriente Médio e defendeu a ampliação dos investimentos no setor. A declaração, segundo o Metrópoles, foi feita nesta segunda-feira (2), no Comando Militar do Planalto, em Brasília, durante a cerimônia de incorporação feminina ao Serviço Militar. A escalada de tensão internacional ganhou destaque após o ataque realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado (28), ação que resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e de integrantes de sua família.

Monitoramento e cenário internacional

Em coletiva de imprensa, Múcio afirmou que as Forças Armadas estão atentas à evolução do conflito. “Por enquanto, nós estamos nos informando. O general ontem me passou um informe muito completo de como estava a situação. E assim como foi na Venezuela, nesses países, onde a gente tem perspectiva de ter problema, nós estamos preparados, não para agredir. A Força Armada Brasileira existe para dissuasão, nós protegemos o nosso país”, declarou.

O comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, também destacou o acompanhamento estratégico da região e mencionou a relação bilateral com o Irã. “O Exército também está acompanhando a questão do Irã, que é um parceiro do Brasil. Aí a gente acompanha, conforme os nossos centros de estudos estratégicos, a gente está acompanhando, está sendo atualizado durante todos os momentos, ponto a ponto, de meio acontecimento”, afirmou.

Diplomacia e reforço orçamentário

Ao analisar o contexto internacional, o ministro avaliou que a diplomacia se tornou o principal instrumento diante de conflitos globais. Para ele, o diálogo entre países pode evitar o agravamento de crises.

Múcio reforçou a necessidade de ampliar os investimentos na área. “Quando eu digo que nós precisamos investir mais em Defesa, é para defender o que somos, o que temos, as nossas riquezas que são muitas. Temos forças que são muito menores do que as nossas necessidades”, disse.

Ele acrescentou que a Defesa não pode ser colocada em segundo plano. “Eu digo muito ao presidente da República, e ele concorda comigo, evidentemente que nós temos outras prioridades, saúde, educação, alimentação, habitação, mas você não pode relegar uma coisa que é importantíssima, que é a Defesa, por conta de outras prioridades”, afirmou.

Recursos autorizados pelo governo

Segundo o ministro, após apresentar as demandas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve autorização para a destinação de recursos ao Ministério da Defesa. De acordo com Múcio, os valores contribuirão para investimentos em infraestrutura e no fortalecimento da base industrial de Defesa brasileira.

A cerimônia no Comando Militar do Planalto contou com a presença da senadora Leila Barros (PDT), da deputada federal Bia Kicis (PL), da coronel da PMDF Ana Paula Barros e de outros oficiais-generais das Forças Armadas.

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