Exército oficializa aposentadoria de Mauro Cid
Tenente-coronel que delatou a trama golpista passa à reserva a partir de 2 de março com salário proporcional
247 - O Exército oficializou nesta semana a aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), e delator no chamado inquérito do golpe. A transferência para a reserva remunerada passa a valer a partir de 2 de março. Segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles,a portaria foi assinada na quarta-feira (18) e formaliza a inclusão de Cid na reserva, com os vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.
Portaria confirma transferência para a reserva
A medida foi oficializada por meio de portaria assinada pelo general de Brigada Luiz Duarte de Figueiredo Neto, diretor de Assistência ao Pessoal do Exército. O ato estabelece que o militar deixará a ativa no início de março, passando à condição de reserva remunerada. Cid havia solicitado aposentadoria antecipada em agosto do ano passado, pouco antes de ser condenado no âmbito do inquérito que apura a tentativa de golpe.
Pedido de aposentadoria foi aceito em janeiro
O pedido foi aceito pelo comando do Exército em janeiro. Aos 46 anos, Mauro Cid encerra a carreira militar após 30 anos de serviços prestados à Força. Como não completou o período integral exigido para a inatividade com vencimentos integrais, o tenente-coronel receberá salário proporcional, estimado em cerca de R$ 16 mil líquidos por mês.
Saída da ativa implica desocupação de imóvel funcional
Com a aposentadoria oficializada, Mauro Cid também deverá deixar a residência funcional onde mora com a família, localizada na Vila Militar, em Brasília, conforme as regras aplicáveis aos militares que passam à reserva.


