Flávio Bolsonaro pede investigação de Haddad e Rui Costa no Caso Master
Senador solicita inclusão de ministros de Lula e presidente do Banco Central em pedido de CPI ligada às investigações sobre o Banco Master
247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta terça-feira (10) um requerimento para ampliar o escopo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende apurar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no âmbito do esquema de fraudes do Banco Master. No pedido, segundo a coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles, o parlamentar solicita que também sejam investigados integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades ligadas ao sistema financeiro.
No texto, Flávio Bolsonaro pede que as investigações incluam o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Pedido amplia lista de investigados na CPI
No requerimento de aditamento, o senador solicita a “apuração de possíveis relações institucionais, pessoais, financeiras ou de outra natureza” entre as autoridades citadas e o Banco Master, instituição que foi comandada por Vorcaro.
A proposta de CPI foi apresentada pelo senador Alexandro Vieira (MDB-SE) após novos desdobramentos do chamado Caso Master. Com o aditamento, Flávio Bolsonaro busca ampliar o alcance das investigações parlamentares para incluir possíveis conexões entre integrantes do governo federal e a instituição financeira.
Encontro com Lula é citado no requerimento
Ao justificar a inclusão de novos nomes na investigação, o senador menciona informações divulgadas pela imprensa sobre um suposto encontro entre Daniel Vorcaro e o presidente Lula no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024.
No documento, Flávio Bolsonaro afirma que a ampliação das apurações pretende esclarecer “as circunstâncias relacionadas a eventual reunião realizada em dezembro de 2024 que não teria sido registrada em agenda oficial, bem como a análise de eventuais interações mantidas entre as autoridades mencionadas e o controlador da instituição financeira”.
Segundo o senador, a investigação também deve verificar se eventuais contatos entre as autoridades e o empresário tiveram impacto sobre a atuação de órgãos responsáveis pela formulação, regulação e supervisão do sistema financeiro nacional.
No requerimento, o parlamentar acrescenta que “ao incorporar fatos concretos amplamente divulgados pela imprensa e declarações públicas de autoridades governamentais, o presente aditamento contribui para reforçar a delimitação do fato determinado, assegurar a transparência da investigação parlamentar e atender ao inequívoco interesse público”.
Haddad comenta investigações sobre o Banco Master
Para que o pedido avance no Senado, Flávio Bolsonaro informou que pretende reunir 27 assinaturas de senadores, número necessário para que a solicitação seja analisada e eventualmente incorporada à CPI.
Na segunda-feira (9), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou esperar que as investigações conduzidas pela Polícia Federal avancem. O ministro também comentou o período em que teriam ocorrido as irregularidades relacionadas ao Banco Master. “Logo saberemos debaixo do nariz de quem as fraudes do Banco Master não apenas ocorreram, como foram promovidas”, declarou Haddad.
O ministro acrescentou que, segundo seu entendimento, as supostas fraudes não ocorreram durante a gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central, mas no período em que a autoridade monetária era comandada por Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL).


