Governo brasileiro crê na extradição de Zambelli em segundo processo na Itália
Em relação à condenação por invasão do sistema do CNJ, Justiça italiana viu parcialidade do STF e negou a extradição da ex-deputada
247 - O governo brasileiro pretende manter a estratégia de insistir na extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, que está em Roma, para que ela cumpra pena no Distrito Federal após condenações no Brasil, especialmente no processo relacionado à perseguição armada contra um jornalista durante as eleições de 2022, informa Gustavo Uribe, da CNN Brasil.
Integrantes da gestão federal não demonstram expectativa de reversão no caso que envolve a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Justiça italiana apontou parcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF) nesse processo, deixando a decisão final nas mãos do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que não deve modificar o entendimento já adotado.
Apesar desse revés no caso relacionado ao CNJ, o processo de extradição referente à condenação de Zambelli por perseguir um jornalista continua em andamento na Itália. A próxima audiência foi marcada para 1º de julho.
No governo brasileiro, a avaliação é de que, nesse segundo processo, não haveria espaço para interpretação de parcialidade. O caso ocorreu no segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu um jornalista negro em São Paulo enquanto portava uma arma de fogo.
A ex-deputada foi condenada a cinco anos de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. A condenação é um dos fundamentos usados pelo Brasil para tentar garantir que ela retorne ao país e cumpra a pena no Distrito Federal.
Zambelli aguarda em liberdade, na capital italiana, uma definição da Justiça da Itália sobre os pedidos apresentados pelo Brasil. Antes disso, ela passou quase um ano presa na penitenciária feminina de Rebibbia, localizada nos arredores de Roma.



