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Haddad deve deixar Ministério da Fazenda até março

Dario Durigan é indicado para suceder Fernando Haddad, mas decisão depende de aval do presidente Lula

Lula e Fernando Haddad (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o comando da pasta até o mês de março. A possível saída ocorre em meio a um processo mais amplo de reorganização ministerial, impulsionado pelo calendário eleitoral e pelas articulações políticas em torno da campanha presidencial. O atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, é o nome apontado para assumir o comando da pasta após a saída de Haddad. Já o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deve ocupar a secretaria-executiva, mantendo a estrutura interna da equipe econômica. As informações são da CNN Brasil

Sucessão interna na equipe econômica

A eventual mudança é vista por integrantes do governo como uma estratégia para preservar a continuidade dos projetos conduzidos pela Fazenda e manter a interlocução já estabelecida com o Congresso Nacional. A preferência por quadros internos reflete a avaliação de que não deve haver ruptura na condução da política econômica.

Aval do presidente Lula é decisivo

Apesar das indicações, a troca no comando do ministério ainda depende do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo relatos de fontes próximas ao Palácio do Planalto, Lula não tem demonstrado resistência às sugestões feitas por seus ministros e tende a priorizar secretários já em exercício para assumir o comando das pastas.

Haddad teria sinalizado que pretende deixar o cargo ainda em fevereiro, com o objetivo de colaborar com a campanha à reeleição de Lula. No entanto, sua saída está condicionada às demandas internas do presidente, que ainda avalia o momento mais adequado para autorizar as mudanças.

Contexto eleitoral pressiona mudanças no governo

A possível saída de Haddad ocorre em um cenário mais amplo de reorganização do governo federal. Estima-se que cerca de 20 ministros devam anunciar suas saídas antecipadas para disputar as eleições, o que intensifica as articulações políticas nos bastidores de Brasília.

No caso de Haddad, a movimentação também alimenta especulações sobre seu papel na campanha presidencial e sobre uma eventual candidatura ao governo de São Paulo. Apesar disso, o ministro tem afirmado publicamente que não pretende disputar cargos nas eleições de outubro, embora o tema siga em debate nos bastidores do governo.

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