Haddad: economia pode não ser decisiva nas eleições de 2026
"Outros temas galgaram degraus, como a segurança pública e o combate à corrupção”, destaca o ministro
247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), avaliou que a economia, embora relevante, não será o fator decisivo para definir os rumos das próximas eleições presidenciais no Brasil e em outros países. Para ele, o desempenho econômico deixou de ocupar o centro das decisões eleitorais, mesmo permanecendo como um tema sensível para parte da população. A declaração foi feita em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19).
Segundo Haddad, o ambiente econômico tem influência no debate político, mas não é suficiente, por si só, para garantir vitórias ou derrotas nas urnas atualmente. “A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou o ministro.
Ao comentar a percepção da sociedade sobre o tema, Haddad destacou dados recentes de pesquisas de opinião que apontam uma redução significativa da preocupação dos brasileiros com a economia. De acordo com ele, levantamentos indicam que o assunto perdeu espaço no ranking dos principais temores nacionais ao longo do último ano.
O ministro citou especificamente um levantamento do Datafolha que mostrou a queda do percentual de brasileiros que consideram a economia o maior problema do país. “Nós estamos falando que um a cada 10 considera a economia o principal problema”, declarou Haddad, ao observar que esse índice recuou de 22% para 11% entre abril e dezembro. "Outros temas galgaram degraus, como a segurança pública e o combate à corrupção. Então, isso para dizer que eu não acredito que a economia vai derrotar o governo e pode ser que não eleja o governo".
Apesar da diminuição apontada pela pesquisa, Haddad ponderou que o número pode variar conforme a metodologia utilizada, especialmente em questionários que permitem múltiplas respostas. Ainda assim, ele reiterou a avaliação de que o tema econômico, embora relevante, já não ocupa o papel central que teve em disputas eleitorais anteriores.


