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Jair Bolsonaro descarta Michelle e pede que Flávio siga candidato mesmo após escândalo devastador

Ex-presidente mandou senador “ficar firme” após revelações sobre Daniel Vorcaro e rejeitou hipótese de candidatura de Michelle Bolsonaro

Jair Bolsonaro chega à casa onde cumpre pena em prisão domiciliar (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 – O ex-presidente Jair Bolsonaro orientou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a manter sua pré-candidatura à Presidência da República mesmo após a explosão da crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o financiamento do filme Dark Horse, inspirado em sua trajetória política. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.

Segundo a emissora, Flávio afirmou ter recebido apoio direto do pai logo após a divulgação dos áudios, mensagens e documentos publicados pelo Intercept Brasil, que apontam negociações milionárias envolvendo recursos para a produção cinematográfica.

Em mensagem enviada à CNN, o senador disse que Jair Bolsonaro pediu para que ele permanecesse firme politicamente e descartou completamente a possibilidade de Michelle Bolsonaro disputar a Presidência da República.

Bolsonaro descarta Michelle como candidata

De acordo com o relato de Flávio à CNN, ele esteve na residência do pai na tarde desta quarta-feira (13) para antecipar os impactos políticos das revelações envolvendo Daniel Vorcaro.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Estive com meu pai à tarde nesta quarta. Antecipei a ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele”, afirmou Flávio.

Segundo o senador, Bolsonaro reagiu orientando que ele permanecesse na disputa presidencial.

“Ele me disse pra ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos”, relatou.

Na sequência, Flávio afirmou que o ex-presidente também rejeitou qualquer possibilidade de Michelle Bolsonaro assumir a candidatura da extrema direita em 2026.

“Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michelle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, acrescentou.

Escândalo provocou reunião de emergência

A crise política explodiu após o Intercept Brasil divulgar reportagem afirmando que Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Daniel Vorcaro um repasse de 24 milhões de dólares — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para financiar o filme Dark Horse.

A publicação cita áudios, mensagens e documentos atribuídos às conversas entre o senador e o ex-controlador do Banco Master.

Segundo a CNN, após a divulgação da reportagem, Flávio convocou uma reunião de emergência com o núcleo duro de sua campanha presidencial para discutir estratégias de contenção de danos políticos e jurídicos.

Nos bastidores, aliados passaram a tratar o episódio como uma das maiores crises já enfrentadas pelo bolsonarismo desde o fim do governo Jair Bolsonaro.

Flávio reafirma defesa do filme

Em nota divulgada após a repercussão do caso, Flávio Bolsonaro voltou a afirmar que buscava apenas recursos privados para a produção cinematográfica sobre o pai.

“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, declarou.

O senador também afirmou que conheceu Daniel Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando, segundo ele, o governo Bolsonaro já havia terminado e ainda não existiam acusações públicas contra o banqueiro.

“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”, afirmou.

“CPI do Master já”, diz Flávio

Flávio Bolsonaro também negou ter oferecido vantagens, intermediado negócios com o governo ou recebido benefícios financeiros de Vorcaro.

“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

Ao final da nota, o senador voltou a defender a abertura de uma CPI para investigar o Banco Master.

“Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do Master já”, concluiu.

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