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Janaina Paschoal diz que Flávio Bolsonaro “não vai ganhar” e prevê mais uma vitória de Lula

Ex-deputada afirma que direita precisa “virar a página” e critica insistência em candidaturas da família Bolsonaro após escândalo envolvendo Daniel Vorcaro

Janaína Paschoal (Foto: Reprodução)
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247 – A ex-deputada estadual Janaina Paschoal fez duras críticas à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em meio à crise provocada pelas revelações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em publicação nas redes sociais, Janaina afirmou que o filho de Jair Bolsonaro não vencerá a eleição presidencial e ainda prejudicará outros nomes da direita com mais chances eleitorais.

“Flávio Bolsonaro não vai ganhar, mas vai seguir atrapalhando quem poderia ganhar e tirar o esquerdismo do poder”, escreveu.

A declaração ocorre após a divulgação de áudios, mensagens e documentos publicados pelo Intercept Brasil indicando negociações de até 24 milhões de dólares — cerca de R$ 134 milhões — para financiar o filme Dark Horse, inspirado em Jair Bolsonaro.

Janaina critica insistência no sobrenome Bolsonaro

Na postagem, Janaina Paschoal afirmou que o ciclo político da família Bolsonaro deveria ser encerrado após o retorno do presidente Lula ao Palácio do Planalto.

“Bolsonaro já teve sua chance, infelizmente, o resultado foi trazer Lula de volta”, declarou.
A jurista também criticou a ideia de que a direita brasileira deva continuar subordinada à família Bolsonaro.
“Não existe monarquia no Brasil, nosso candidato não precisa ser um Bolsonaro, precisamos ter coragem para virar essa página”, afirmou.

A fala repercutiu fortemente nas redes sociais porque Janaina foi uma das principais apoiadoras de Jair Bolsonaro em 2018 e participou ativamente do processo político que levou ao fortalecimento da extrema direita no país.

Escândalo ampliou crise na direita

As declarações acontecem no momento em que o bolsonarismo enfrenta uma de suas maiores crises políticas desde o fim do governo Jair Bolsonaro.

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro pede recursos financeiros a Daniel Vorcaro para manter a produção do filme sobre o pai.

Na gravação, o senador demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e alerta para o risco de comprometer contratos internacionais.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim”, afirma Flávio no áudio.

Posteriormente, o senador confirmou a autenticidade da gravação e admitiu que buscava “patrocínio privado” para o longa-metragem.

Janaina fala em “ajuste” para perpetuar o PT

Na mesma publicação, Janaina Paschoal sugeriu que setores políticos e econômicos estariam interessados em manter o atual cenário político brasileiro.

“Coloquem a mão na consciência! Parece que existe um grande ajuste, regado com muito dinheiro, para perpetuar o petismo no poder”, escreveu.

A declaração foi interpretada por aliados do bolsonarismo como mais um sinal do aprofundamento das divisões internas no campo da direita, especialmente após o desgaste provocado pelo caso Daniel Vorcaro.

Direita vive disputa interna

O escândalo envolvendo o Banco Master acelerou disputas internas pela liderança da oposição ao governo do presidente Lula.

Nos bastidores, setores da direita passaram a defender alternativas ao sobrenome Bolsonaro para a eleição presidencial de 2026, enquanto aliados mais próximos do ex-presidente insistem na manutenção do controle político da família sobre o campo conservador.

As falas de Janaina Paschoal reforçam a percepção de que o caso Vorcaro abriu uma nova etapa de fragmentação na extrema direita brasileira.

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