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Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após ser alvo de operação da PF

Senador afirma que se afastará do posto no governo Lula para provar inocência após entrar na mira da Compliance Zero

Jaques Wagner (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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247 - O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixará a liderança do governo Lula no Senado após a Polícia Federal (PF) incluí-lo entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master e levou agentes a endereços relacionados ao parlamentar em Salvador (BA) e Brasília (DF).

O parlamentar comunicou a decisão nesta quarta-feira (24), depois de uma reunião de cerca de duas horas com o presidente Lula no Palácio da Alvorada. O senador afirmou que acertou o afastamento em comum acordo com o presidente e disse que concentrará seus esforços na própria defesa.

“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu o parlamentar nas redes sociais

Em outra publicação nas redes sociais, o senador afirmou que pretende provar sua inocência e manter atuação política voltada às eleições. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, escreveu.

PF mira endereços ligados ao senador

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na última quinta-feira (18) em endereços ligados a Jaques Wagner em Salvador, na Bahia, e em Brasília. A operação integra a nova etapa da Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Segundo a investigação, Wagner aparece como “suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”.

Os investigadores apuram se o senador recebeu pagamentos e benefícios em troca de apoio a medidas no Congresso que poderiam favorecer o Banco Master. Entre os pontos citados aparece a chamada “Emenda Master”.

Investigação cita relação com banqueiro

A PF também aponta proximidade entre Jaques Wagner e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno. O Banco Central liquidou essa instituição financeira, assim como fez com o Banco Master.

Os investigadores analisam suspeitas sobre a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses que somam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do senador. Wagner nega qualquer irregularidade.

A saída temporária da liderança do governo no Senado ocorre em meio ao avanço das apurações e à tentativa do parlamentar de preservar sua defesa política e jurídica. O cargo tem peso estratégico na articulação entre o Palácio do Planalto e os senadores, especialmente em votações de interesse do governo Lula. 

 

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