HOME > Brasil

Lindbergh diz que armas vêm dos EUA e que Brasil não aceitará tutela colonial

Deputado questiona origem de armamentos apreendidos no Rio de Janeiro após medida de Trump que pode ameaçar soberania nacional

Lindbergh Farias (PT-RJ) (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou duramente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar organizações criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas. Segundo o parlamentar, a medida poderia servir de base para pressões econômicas e políticas contra o Brasil, além de abrir espaço para interferências na soberania nacional.

Em manifestação divulgada nas redes sociais, Lindbergh afirmou que a iniciativa de Washington pode ter desdobramentos que vão além do combate ao crime organizado, atingindo setores estratégicos da economia brasileira. O deputado também citou dados da Subsecretaria de Inteligência da Segurança Pública do Rio de Janeiro para questionar a origem do armamento que abastece facções criminosas no país.

"Trump quer classificar PCC e CV como organizações terroristas para abrir caminho a sanções, ameaças ao Pix, pressão sobre bancos brasileiros e interferência na nossa soberania", declarou.

O parlamentar destacou que, de acordo com levantamento da área de inteligência da segurança pública fluminense, a maior parte dos fuzis apreendidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro tem origem estrangeira. Segundo os dados mencionados por ele, 95% dos fuzis apreendidos pela corporação em 2024 foram fabricados fora do Brasil. Já em 2025, 60% dos armamentos desse tipo apreendidos no estado teriam sido produzidos nos Estados Unidos.

A partir desses números, Lindbergh questionou a responsabilidade dos países exportadores e dos agentes envolvidos na circulação internacional de armas. "Mas, segundo levantamento da Subsecretaria de Inteligência da Segurança Pública do RJ, 95% dos fuzis apreendidos pela PM em 2024 foram fabricados no exterior; em 2025, 60% dos fuzis apreendidos no estado foram fabricados nos Estados Unidos", afirmou.

Em seguida, o deputado levantou questionamentos sobre a coerência da proposta norte-americana. "Se Washington chama essas facções de terroristas, como explicar que armas americanas continuem chegando às mãos desses grupos? Quem fabrica, vende, exporta, triangula e lucra com esse fluxo também será tratado como financiador do terrorismo?", indagou.

Lindbergh defendeu uma cooperação internacional baseada no enfrentamento efetivo ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro, mas rejeitou qualquer tipo de intervenção externa nos assuntos internos do país.

"O Brasil precisa de cooperação séria para rastrear armas, bloquear dinheiro sujo e sufocar o crime organizado. O que não aceitaremos jamais é a tutela colonial de quem fornece armas para facções criminosas, agora aponte o dedo para o Brasil e queira interferir em território alheio em busca de nossas riquezas. Quem manda aqui são os brasileiros!", declarou.

 

Artigos Relacionados