Ministro da Fazenda diz ter apoio de governadores para medidas de contenção da alta do diesel
“Estamos muito próximos de ter unanimidade dos estados aderindo à proposta do presidente Lula”, anunciou Dario Durigan
247 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (31) que há apoio de governadores para medidas de contenção da alta do diesel e que o governo federal está próximo de alcançar adesão unânime dos estados. A declaração foi feita durante reunião ministerial, ao detalhar ações para reduzir o impacto do combustível no bolso da população e garantir o abastecimento.
As declarações ocorreram em reunião ministerial em Brasília, onde Durigan apresentou um balanço das políticas econômicas e destacou articulações recentes com os estados. Segundo ele, a proposta envolve a redução do peso do ICMS sobre a importação do diesel, em coordenação com o governo federal.
“Estamos muito próximos de ter unanimidade dos estados aderindo à proposta do presidente Lula”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que a iniciativa foi construída em diálogo direto com governadores.
Durigan explicou que a medida faz parte de um conjunto de ações para enfrentar impactos externos sobre a economia. “A gente já anunciou a retirada da tributação do diesel, uma subvenção federal para quem importa e produz diesel, muito para atacar a questão do abastecimento e do impacto do preço no bolso das famílias e dos nossos caminhoneiros”, disse.
De acordo com o ministro, o governo também solicitou aos estados a revisão da cobrança de ICMS sobre o combustível. “A pedido do presidente, propus aos estados que, juntos conosco, retirassem o peso do ICMS na importação do diesel”, afirmou.
Ele ressaltou que a resposta dos governadores tem sido positiva, destacando uma mudança na relação entre União e estados. “Os estados nos procurando e dizendo: ‘se é para fazer junto, diferente do governo anterior, que tirou o ICMS sem falar conosco, nós vamos’”, declarou.
Durante a apresentação, Durigan também destacou o cenário econômico do país, apontando crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), aumento da renda e redução do desemprego. Segundo ele, os indicadores refletem uma combinação de crescimento com inclusão social.
“O PIB cresceu, e isso gerou mais oportunidades de trabalho e o desemprego caiu. A renda das pessoas aumentou”, afirmou. Ele também mencionou a queda nos índices de pobreza e desigualdade, além de avanços na política tributária.
O ministro enfatizou medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a cobrança mínima sobre rendas mais altas. “O mais rico hoje tem que pagar 10% de Imposto de Renda, e contribuir para que a gente possa fazer essa quantidade de entregas com justiça social”, disse.
Ao abordar os próximos passos, Durigan indicou que o governo seguirá atuando para reduzir impactos econômicos externos, incluindo efeitos de conflitos internacionais sobre preços e abastecimento. Segundo ele, a coordenação com estados será essencial para garantir estabilidade e evitar novos aumentos no custo do diesel.


