247 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para autorizar a visita do sogro do ex-mandatário durante sua internação em um hospital de Brasília. A decisão foi tomada em razão das condições específicas de custódia aplicadas ao político enquanto ele permanece fora da Superintendência da Polícia Federal.
Segundo o G1, Moraes avaliou que Bolsonaro está submetido a um regime excepcional de custódia no ambiente hospitalar, distinto daquele adotado na unidade da Polícia Federal, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe.
Decisão do STF sobre a custódia hospitalar
Bolsonaro deixou temporariamente a Superintendência da Polícia Federal para se submeter a intervenções médicas, passando a cumprir a pena sob custódia no hospital. Para o ministro, essa condição impõe regras próprias, que restringem a concessão de visitas.
Na decisão, Alexandre de Moraes destacou que a situação exige atenção especial à segurança, à disciplina e às orientações médicas. O ministro escreveu que o ex-mandatário: “está submetido às normas próprias do ambiente hospitalar e às orientações médicas. Dessa forma, diante das circunstâncias excepcionais da internação hospitalar, da necessidade de garantir a segurança e a disciplina, indefiro o pedido formulado”.
O despacho que rejeitou a solicitação foi assinado na terça-feira (30) e tratou especificamente do pedido para autorizar a visita do pai de Michelle Bolsonaro ao ex-mandatário.
Regime excepcional e normas médicas
Moraes ressaltou que a custódia hospitalar não se confunde com o regime adotado nas dependências da Polícia Federal. Segundo o entendimento do ministro, o ambiente clínico impõe limitações adicionais, o que justifica a negativa da autorização solicitada pela defesa. A decisão reforça que, durante a internação, Bolsonaro deve seguir estritamente as regras médicas e de segurança estabelecidas para garantir tanto o tratamento de saúde quanto a ordem institucional.
Manutenção de prisões ligadas à trama golpista
No mesmo dia, Alexandre de Moraes também decidiu manter as prisões preventivas do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima e do agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares. Ambos foram condenados pela Primeira Turma do STF por envolvimento em um plano para assassinar autoridades.
Os dois integram o núcleo 3 da trama golpista e foram condenados em novembro de 2025. Hélio Ferreira Lima recebeu pena de 24 anos de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa. Já Wladimir Matos Soares foi condenado a 21 anos de prisão, também em regime fechado, com a mesma penalidade financeira.
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