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Moraes sinaliza que pode conceder prisão domiciliar para Bolsonaro

Avaliação leva em conta quadro de saúde e parecer da PGR sobre o caso

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução | ABR)

247 - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a indicar uma possível mudança de posicionamento no caso de Jair Bolsonaro (PL), com a possibilidade de concessão de prisão domiciliar nos próximos dias. O cenário ocorre em meio à internação do ex-mandatário em Brasília e à análise de seu estado de saúde. 

Segundo a coluna de Leandro Magalhães, no SBT News, interlocutores que mantiveram contato com o magistrado relatam que Moraes estaria “mais sensível” à situação, sinalizando uma nova avaliação sobre o regime de cumprimento de pena.

Condições para a eventual decisão

Relatos de aliados do ministro apontam que a concessão da prisão domiciliar dependerá da manutenção de um ambiente sem novos ataques ou manifestações de aliados e familiares de Bolsonaro contra Moraes. Caso esse cenário se mantenha estável, a tendência é que o ex-mandatário passe ao regime domiciliar após receber alta hospitalar. Ainda de acordo com as fontes, o ministro pretende estabelecer critérios específicos para a medida. No entanto, os detalhes dessas possíveis exigências não foram divulgados.

Laudos médicos e análise jurídica

Nos últimos dias, Moraes recebeu um laudo médico detalhado sobre o quadro clínico de Bolsonaro, com exames e avaliações técnicas. O material passou a integrar a análise sobre a possibilidade de mudança no regime de cumprimento da pena. Além disso, o ministro solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer formal sobre a viabilidade da transferência para prisão domiciliar, etapa considerada relevante no processo decisório.

Interlocuções políticas e institucionais

O contexto também envolve movimentações nos bastidores. Moraes tem recebido orientações de colegas do STF e foi procurado por aliados do ex-presidente. Entre as visitas registradas estão a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-mandatário e pré-candidato à Presidência.

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