Na prisão, Tarcísio e Bolsonaro discutem vice de Flávio para disputa ao Planalto
Governador também tratou com Bolsonaro sobre as candidaturas ao Senado por São Paulo
247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Jair Bolsonaro (PL) dedicaram boa parte do encontro realizado na quinta-feira (29), na Penitenciária da 'Papudinha', em Brasília, a discussões sobre o tabuleiro eleitoral de 2026. A conversa se concentrou em possíveis arranjos para a sucessão presidencial e nas disputas ao Senado, envolvendo tanto São Paulo quanto o Rio de Janeiro, segundo Igor Gadelha, do Metrópoles.
Tarcísio e Bolsonaro avaliaram cenários que vão desde a definição de um vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) até a escolha de nomes competitivos para o Senado. Entre as possibilidades mencionadas para compor uma chapa presidencial como vice de Flávio Bolsonaro estão o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
No caso de Romeu Zema, a avaliação apresentada na conversa foi a de que o governador mineiro poderia ser um nome forte para a vice-presidência, desde que aceitasse abrir mão de liderar uma candidatura própria ao Planalto. Também pesaria, segundo a análise feita no encontro, o desempenho de Zema em pesquisas eleitorais, especialmente sua capacidade de diálogo e conexão com o eleitorado de Minas Gerais.
O tema da disputa ao Senado em São Paulo também ocupou espaço relevante na conversa. Tarcísio teria ressaltado a Jair Bolsonaro a importância estratégica de definir um nome competitivo para a segunda vaga paulista, com o objetivo de evitar o avanço da esquerda na eleição. A primeira vaga na chapa ao Senado pelo estado já estaria definida e reservada ao deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo.
Entre os nomes discutidos para ocupar esse espaço estão os deputados Gil Diniz (PL), Rosana Valle (PL), Ricardo Salles (Novo), Marco Feliciano (PL) e Mário Frias (PL). As conversas indicam que a definição final ainda depende de avaliações políticas e eleitorais mais aprofundadas, à medida que o grupo busca consolidar uma estratégia competitiva para 2026.


