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"O homem da grana do Vorcaro é Eduardo Bolsonaro", diz Lindbergh Farias

Deputado do PT reage às denúncias que apontam que Eduardo Bolsonaro administrava recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro

Lindbergh Farias (Foto: ViniLoures/Agência Câmara)
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247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comentou, nesta sexta-feira (15), a reportagem do Intercept Brasil que revelou documentos sobre a participação de Eduardo Bolsonaro na gestão financeira do filme "Dark Horse". A produção sobre Jair Bolsonaro (PL) foi financiada com recursos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, Lindbergh relacionou Eduardo e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às movimentações envolvendo o banqueiro.

"O homem da grana do Vorcaro é Eduardo Bolsonaro. O Flávio pedia, mas quem recebia o dinheiro era Eduardo Bolsonaro", afirmou o parlamentar. Segundo os documentos, Eduardo Bolsonaro assinou, em janeiro de 2024, contrato de produção ligado ao filme "Dark Horse". O material também aponta Eduardo e o deputado federal Mario Frias como produtores-executivos do projeto, posição ligada a decisões administrativas e financeiras da obra.

"Mostra o contrato assinado por Eduardo Bolsonaro no final de janeiro. Ele que geria todo o dinheiro que foi enviado para os Estados Unidos", destacou Lindbergh. A apuração afirma ainda que Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Daniel Vorcaro um financiamento de US$ 24 milhões para o longa-metragem.

Fundo no Texas e estrutura financeira nos EUA

O deputado também mencionou o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, apontado como parte da estrutura financeira utilizada para a movimentação dos recursos. "A gente já sabia que teve aquele depósito de 2 milhões de dólares por fundo no Texas, fundo Havengate. Que era administrado pelo Paulo Calixto, que é o advogado do Eduardo Bolsonaro", disse.

Documentos apontam que ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o filme. Os registros citam a GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como produtora do projeto. "O que a gente não sabia era para onde foram os outros 61 milhões. Agora a gente já sabe. Foi para a GoUp, sediada na Califórnia. Mas quem administrava o dinheiro era Eduardo Bolsonaro e Mário Frias", afirmou Lindbergh.

PF apura destino dos recursos

Durante o vídeo, Lindbergh defendeu investigação sobre o destino dos recursos movimentados para o projeto audiovisual. "Agora é a Polícia Federal. Contatar o FBI. Nós temos que rastrear esse dinheiro", declarou. A Polícia Federal investiga se parte dos recursos ligados ao filme foi utilizada para financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

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