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Pesquisa Quest reforça desgaste de Flávio Bolsonaro após caso Master, avalia campanha de Lula

Levantamento aponta rejeição à conduta do senador ao pedir que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, financiasse filme sobre Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro -Quaest-Daniel Vorcaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Banco Master/Divulgação - Montagem feita por IA / Brasil 247)
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247 - A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que a queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto representa um resultado político favorável para o campo governista. Segundo a CNN Brasil, o PT atribui parte desse movimento à repercussão do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Nos bastidores da campanha petista, a interpretação é que o episódio provocou desgaste na imagem do senador e comprometeu sua credibilidade perante setores do eleitorado. A avaliação interna é de que a narrativa construída em torno do caso ganhou força nas redes sociais e ajudou a consolidar uma percepção negativa sobre o parlamentar.

Pesquisa aponta rejeição à atuação de Flávio

Os dados mais recentes da pesquisa Genial/Quaest reforçam essa leitura. O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, 65% dos eleitores consideram que Flávio Bolsonaro errou ao solicitar financiamento para o filme Dark Horse ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que deveria ter evitado a iniciativa. Outros 17% afirmaram que não houve problema na solicitação, enquanto 18% não souberam responder ou preferiram não opinar.

A sondagem também mediu a percepção dos entrevistados sobre as conversas entre Flávio e Vorcaro. Para 60% dos participantes, os diálogos levantam suspeitas. Já 19% consideram as conversas normais, enquanto 21% não responderam ou disseram não ter opinião formada sobre o assunto.

PT associa queda nas pesquisas ao caso Master

De acordo com a reportageml, integrantes da campanha de Lula acreditam que a repercussão do caso Banco Master, somada à divulgação do áudio em que o senador solicita recursos ao ex-banqueiro, contribuiu para a piora do desempenho de Flávio Bolsonaro em levantamentos recentes.

A avaliação é que o desgaste atinge especialmente o eleitorado de direita não alinhado ao bolsonarismo, segmento considerado estratégico em cenários de segundo turno e de voto útil. Além disso, a campanha governista entende que a forte circulação de conteúdos críticos nas redes sociais ajudou a ampliar o alcance da narrativa associada ao episódio.

Campanha de Flávio Bolsonaro tenta reagir

Diante do cenário adverso, aliados de Flávio Bolsonaro vêm intensificando ações de comunicação e mobilização digital. Entre as iniciativas adotadas estão campanhas de arrecadação pela internet, lançamento de jingles e produção de conteúdos voltados às redes sociais. O objetivo é conter os efeitos políticos da crise e recuperar apoio entre eleitores que demonstraram resistência após a divulgação dos fatos relacionados ao Banco Master.

Campanha de Lula mantém cautela apesar do otimismo

Embora veja o momento como favorável, a campanha de Lula evita demonstrar excesso de confiança. Integrantes do núcleo político avaliam que ainda existem obstáculos para uma recuperação mais consistente dos indicadores eleitorais do presidente.

A própria pesquisa Genial/Quaest mostra que a desaprovação ao governo federal caiu de 52% em abril para 48% em junho. No mesmo período, a aprovação passou de 43% para 47%.

Na avaliação do governo, o percentual de entrevistados que classificam a gestão como positiva subiu de 31% para 34% entre abril e junho. Já a avaliação negativa recuou de 42% para 38%.

Apesar da melhora dos números, interlocutores do Planalto consideram que os índices ainda estão abaixo do patamar considerado ideal para a disputa eleitoral, o que explica a cautela mantida pela campanha petista diante dos resultados mais recentes.

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