Primeira inserção eleitoral do PT na TV vai destacar defesa pelo fim da escala 6x1
Propaganda eleitoral do Partido dos Trabalhadores vai associar redução da jornada de trabalho ao bem-estar das mulheres e valorização da família
247 - O Partido dos Trabalhadores (PT) lançará sua primeira propaganda eleitoral do ano na televisão aberta nesta quinta-feira (23), apostando no fim da escala 6x1 como uma das principais bandeiras. A campanha associa a redução da jornada ao bem-estar das mulheres e à valorização da família, buscando ampliar o alcance do tema no debate público.
De acordo com a coluna da jornalista Victoria Abel, do SBT News, a peça publicitária integra a estratégia eleitoral da legenda e destaca o papel do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na condução da proposta no Congresso Nacional.
Foco nas mulheres e na qualidade de vida
A propaganda enfatiza que as mulheres estão entre as mais impactadas pela jornada de trabalho no modelo 6x1. O material aponta que, além das atividades profissionais, elas frequentemente acumulam responsabilidades domésticas e o cuidado com os filhos, o que amplia a carga de trabalho diária.
Nesse contexto, o PT defende que a redução da jornada pode contribuir para melhorar a qualidade de vida, permitindo maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. A proposta também é apresentada como um instrumento para ampliar o tempo de convivência familiar.
Estratégia eleitoral e cenário político
A valorização da família aparece como um dos eixos centrais da campanha do partido para 2026. A abordagem ocorre em resposta a um cenário de maior conservadorismo entre eleitores, identificado em pesquisas recentes de intenção de voto. A estratégia busca conectar pautas trabalhistas a temas sociais mais amplos, ampliando o alcance do discurso político e dialogando com diferentes segmentos da população.
Tramitação no Congresso
No Legislativo, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que aprovou sua admissibilidade na quarta-feira (22).
O texto seguirá agora para análise em uma comissão especial antes de ser votado no plenário da Casa, com expectativa de deliberação até o fim de maio. Paralelamente, o governo federal apresentou um projeto de lei sobre o tema, mas a tramitação da proposta deve ter menor prioridade diante do avanço da PEC.


