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Projeto sobre terras raras tem ajustes de última hora e destino ainda indefinido na Câmara

Relatório do deputado Arnaldo Jardim ainda não foi apresentado, enquanto Câmara se prepara para votação nesta tarde

Arnaldo Jardim (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

247 - O projeto de lei sobre terras raras e minerais estratégicos, relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), passa por ajustes finais nesta quarta-feira (22), em meio à expectativa sobre sua possível votação ainda hoje na Câmara dos Deputados.

O relatório já está pronto, mas ainda não foi oficialmente apresentado. As conversas com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com diferentes bancadas já ocorreram, e agora o relator trabalha em ajustes de última hora no texto para consolidar apoio político.

O governo havia solicitado, no último dia 7, um prazo adicional de 15 dias para discutir a proposta, o que contribuiu para adiar a apresentação do parecer. Desde então, o conteúdo vem sendo refinado.

A ida do projeto ao plenário nesta tarde segue incerta. A definição deve ocorrer apenas apenas algumas horas antes da sessão plenária desta tarde. 

Os ajustes finais buscam destravar pontos sensíveis e ampliar a base de apoio. Um dos temas em debate envolve a possibilidade de o projeto estabelecer referências institucionais para o setor. 

Nesse ponto, porém, não há consenso: enquanto há discussões sobre o papel do Estado, o deputado Jardim reconhece que um projeto de lei não pode simplesmente criar uma estatal.

O PL 2780/2024 institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e prevê a criação do Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral, além de estabelecer diretrizes para o desenvolvimento do setor.

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