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Senado debate impactos da classificação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA

Comissões da Casa avaliam efeitos da medida sobre soberania, economia e relações entre Brasil e Estados Unidos

Senado (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)
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247 - A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas passou a ser alvo de discussão no Senado Federal. Segundo a CNN Brasil, parlamentares querem avaliar as consequências diplomáticas, econômicas e jurídicas da medida para o Brasil.

O debate é conduzido pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado e da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência. A intenção é aprofundar a análise sobre os possíveis desdobramentos da decisão adotada pelo governo estadunidense.

Nos bastidores da Casa, há relatos de preocupação entre senadores sobre os efeitos que a classificação pode produzir em diferentes áreas, incluindo relações internacionais, sistema financeiro e atividades econômicas nacionais.

Debate com autoridades e especialistas

A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência já aprovou a realização de uma reunião de trabalho para discutir o tema. O encontro deverá reunir especialistas, representantes da área de inteligência, integrantes do Ministério da Defesa, do Ministério das Relações Exteriores, forças de segurança e outros órgãos envolvidos. Ainda não há data definida para a realização do debate.

As comissões pretendem compreender o alcance da medida anunciada pelos Estados Unidos e seus possíveis reflexos sobre operações financeiras, segurança pública e setores produtivos brasileiros.

O Senado também avalia uma eventual iniciativa diplomática junto às autoridades estadunidenses. A possibilidade segue o modelo da missão suprapartidária liderada por Nelsinho Trad durante a crise provocada pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Ao comentar o tema, o senador defendeu uma condução cautelosa das discussões e sustentou que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer em paralelo à preservação da soberania nacional.

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