"Todos seremos afetados", alerta Celso Amorim sobre escalada do conflito no Oriente Médio
Diplomata afirma que conflito no Irã gera impactos internacionais e preocupa governo brasileiro
247 - A escalada militar no Oriente Médio deverá produzir efeitos diretos e indiretos sobre o Brasil, segundo avaliação do assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Celso Amorim. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), após conversa telefônica com o presidente, em contato que não constava na agenda oficial.
Segundo Amorim, o agravamento das tensões na região não atinge apenas os países envolvidos diretamente no conflito. “Todos seremos [afetados]. Vivemos no mesmo mundo, com crescentes tensões”, afirmou o diplomata ao SBT News.
Conversa com Lula e alerta internacional
O diplomata discutiu o cenário internacional com Lula ainda pela manhã. Para Amorim, a intensificação das ações militares no Oriente Médio amplia os riscos geopolíticos e econômicos em escala global, o que inevitavelmente repercute em diferentes nações, inclusive no Brasil.
Nota oficial condena ataques no Irã
No sábado (28), o Palácio do Itamaraty divulgou nota oficial manifestando “grave preocupação” e condenando os ataques coordenados feitos pelos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. O comunicado ressalta que as investidas ocorreram em meio a um processo de negociação, elevando o potencial de agravamento da crise.
No texto, o governo brasileiro faz um apelo direto às partes envolvidas. “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”.
Brasileiros no Irã são monitorados
O Ministério das Relações Exteriores informou que mantém contato com a embaixada do Brasil em Teerã para acompanhar o desenrolar da situação. A representação diplomática monitora possíveis desdobramentos que possam afetar cidadãos brasileiros. Atualmente, cerca de 200 brasileiros vivem no Irã. O governo acompanha o cenário de perto diante da possibilidade de agravamento do conflito e de seus reflexos internacionais.


