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Vorcaro ainda tenta delação e avalia contratar advogado de Mauro Cid

Banqueiro busca reforçar defesa após duas propostas recusadas e tenta reabrir negociação sobre colaboração premiada

Cezar Bitencourt (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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247 - O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, busca reorganizar sua estratégia jurídica para tentar abrir uma nova frente de negociação em torno de um possível acordo de delação premiada, depois de ter duas propostas recusadas por investigadores. A movimentação inclui a avaliação de nomes para reforçar sua defesa, em meio à expectativa de que ele enfrente um período mais duro no sistema prisional, segundo Fausto Macedo, do jornal O Estado de São Paulo.

Interlocutores próximos a Vorcaro avaliam que a credibilidade do banqueiro ficou abalada após as duas tentativas anteriores de colaboração terem sido consideradas seletivas e omissas pelos investigadores. Esse cenário, na leitura desses aliados, torna mais difícil uma retomada imediata das tratativas para um acordo.

Um dos nomes cogitados para integrar a equipe de defesa é o do advogado Cezar Bitencourt, que atuou na defesa de Mauro Cid. A eventual entrada de um novo criminalista teria como objetivo sinalizar aos investigadores e ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), uma mudança de postura do banqueiro diante das negociações.

A avaliação feita por pessoas ligadas ao caso é que Vorcaro poderá precisar passar alguns meses em um presídio comum antes de conseguir viabilizar uma nova rodada de conversas sobre delação premiada. A estratégia, portanto, não se limita à tentativa de colaboração: também envolve a busca por uma defesa mais tradicional para tentar amenizar sua situação na carceragem.

Caso uma nova negociação avance, será a terceira tentativa de delação conduzida por advogados diferentes. O primeiro defensor responsável pelas tratativas foi José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, que deixou o caso depois da rejeição da primeira proposta. A segunda tentativa ficou concentrada com o advogado Sérgio Leonardo, que já integrava a equipe ao lado de outros criminalistas.

Além da dificuldade para reconstruir a confiança com os investigadores, Vorcaro enfrenta a possibilidade de deixar a cela especial da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A Polícia Federal já solicitou a transferência do banqueiro, mas o ministro André Mendonça ainda não definiu para qual estabelecimento prisional ele será encaminhado.

O caso também envolve familiares de Vorcaro. A Segunda Turma do STF manteve as prisões de Felipe Cançado Vorcaro e Henrique Moura Vorcaro, respectivamente primo e pai do dono do Banco Master. 

A manutenção das prisões e a avaliação negativa das propostas anteriores de delação aumentam a pressão sobre a defesa de Vorcaro. O banqueiro tenta agora construir uma nova estratégia para reduzir resistências e reabrir espaço de diálogo com os investigadores e com o relator do caso no Supremo.

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