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Zema volta a atacar Gilmar Mendes e agora mira também em Alexandre de Moraes

Pré-candidato à Presidência eleva o tom contra o STF em novo vídeo nas redes sociais

Gilmar Mendes e Romeu Zema (Foto: Victor Piemonte/STF | Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) em um novo vídeo divulgado nas redes sociais. A publicação integra a série “Os Intocáveis” e traz críticas diretas a ministros da Corte, incluindo Gilmar Mendes, em meio a uma escalada recente de declarações entre o político e o magistrado.

O conteúdo apresenta Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes como fantoches em uma encenação satírica. No vídeo, o ministro Gilmar aparece pedindo a Moraes que inclua Zema no inquérito das fake news com o objetivo de censurá-lo, além de fazer comentários sobre a imagem do ex-governador e críticas ao seu sotaque.

A produção também faz referência à relação de ministros do STF com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. O material foi publicado após Gilmar Mendes comentar sobre os limites das sátiras envolvendo Zema e afirmar que o político não aceitaria ser retratado como um boneco homossexual. Posteriormente, o ministro pediu desculpas pela declaração.

Ainda nas redes sociais, Gilmar Mendes afirmou que há uma “indústria de difamação” contra o Supremo e declarou que pretende combatê-la. Nesta semana, ele solicitou a inclusão de Zema no inquérito das fake news, conduzido por Alexandre de Moraes, com base em outro vídeo da mesma série.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o ministro também disse que Zema fala uma língua “próxima do português”. A declaração foi respondida pelo ex-governador nas redes sociais, onde afirmou que utiliza o linguajar de “brasileiro simples”, em contraposição ao que chamou de “português esnobe dos intocáveis de Brasília”, em referência aos integrantes do STF.

A série de vídeos satíricos nas redes sociais do ex-governador de Minas Gerais abriu uma nova frente de tensão entre atores políticos e o Judiciário ao usar humor para criticar decisões do STF. Antes de Moraes, o ministro Dias Toffoli também foi alvo das sátiras ao lado de Gilmar Mendes.

Nos vídeos, o enredo gira em torno da ideia de que determinadas figuras públicas seriam “intocáveis”, sugerindo, de forma satírica, a existência de proteção institucional. As produções fazem alusões a decisões judiciais e a investigações recentes, além de críticas diretas à atuação do Supremo.

Na notícia-crime contra Zema, Gilmar Mendes afirma que o conteúdo divulgado fere sua honra e a do tribunal, além de simular diálogos inexistentes que comprometem a credibilidade da Corte.

 

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