Relações sino-russas: estabilidade fundamental em um cenário global em transformação
Essas declarações do presidente da China, Xi Jinping, servem como guia para novos avanços dos laços sino-russos
CGTN – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, realizou uma visita de Estado à China de terça (19) a quarta-feira (20), uma viagem que trouxe resultados significativos. Como exemplo de um novo modelo de relação entre grandes países, os laços sino-russos têm um impacto que vai muito além da esfera bilateral e “se tornaram constantes fundamentais nas mudanças inéditas em um século no cenário global”.
Em um mundo turbulento, como os dois países podem promover suas relações em um novo ponto de partida? Como podem desempenhar ainda melhor o papel de “constantes fundamentais”?
“Consolidar uma confiança política mútua de maior qualidade e fortalecer o apoio estratégico recíproco”, “impulsionar a cooperação mutuamente benéfica de maior qualidade e promover conjuntamente seus respectivos desenvolvimento e revitalização”, “promover intercâmbios interpessoais de maior qualidade e reforçar as bases para uma amizade duradoura entre os dois povos que atravesse gerações” e “buscar uma coordenação internacional de maior qualidade e trabalhar em conjunto para reformar e aprimorar a governança global”.
Essas declarações do presidente da China, Xi Jinping, servem como guia para novos avanços dos laços sino-russos. Em relação a isso, Putin afirmou que tem plena confiança no futuro dos laços bilaterais e que aprofundará, junto com a parte chinesa, a parceria e a boa vizinhança, além de defender conjuntamente a segurança e a estabilidade global.
A confiança política mútua é a característica mais distintiva dos laços sino-russos, bem como o propósito e o princípio fundamental do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia. Durante o encontro em Beijing, os dois chefes de Estado decidiram continuar prorrogando o tratado, o que preserva a tradição e abre um novo futuro de consolidação das bases da confiança política mútua.
A cooperação pragmática constitui a força motriz das relações sino-russas. Nesta visita de Estado de Putin, as duas nações assinaram 20 documentos de cooperação que abrangem as áreas como economia, comércio e tecnologia, com o objetivo de aprimorar a qualidade e atualizar as colaborações bilaterais de benefício mútuo em todos os setores, além de fomentar o desenvolvimento de ambos os países.
A amizade entre as pessoas é essencial para as boas relações entre os países. O Ano da Educação China-Rússia, o 10º ano temático em nível nacional entre as duas nações, foi inaugurado nesta quarta-feira (20) na capital chinesa, com a presença dos dois chefes de Estado. Atualmente, o número de estudantes chineses na Rússia e vice-versa ultrapassa 80 mil, os dois lados cooperam em mais de 150 instituições e projetos educacionais, e as populações de ambos os países demonstram grande entusiasmo em aprender a língua do outro.

A Declaração Conjunta sobre a Defesa da Multipolaridade e de Relações Internacionais de Novo Tipo, divulgada após a visita de Estado, reflete as responsabilidades dos dois grandes países. É previsível que China e Rússia estreitarão ainda mais sua coordenação nas Nações Unidas, na Organização de Cooperação de Shanghai (OCS), nos Brics e na Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), entre outras plataformas multilaterais, além de se opor a ações unilaterais que promovam bullying e retrocedam a roda da história, trabalhando para construir um sistema de governança global mais equitativo e justo.
Fonte: CMG
