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Alckmin relativiza impacto de tarifa de 25% dos EUA ligada ao comércio com o Irã

Vice-presidente afirma que relação comercial entre Brasil e Irã é limitada e avalia que medida anunciada enfrenta dificuldades práticas de aplicação global

Geraldo Alckmin (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a eventual imposição de uma tarifa de 25% por parte dos Estados Unidos a países que mantêm relações comerciais com o Irã não deve provocar efeitos relevantes sobre a economia brasileira. Segundo ele, mesmo que a medida seja formalizada, o impacto para o Brasil tende a ser reduzido devido ao baixo volume de trocas comerciais entre os dois países.

A declaração foi dada após o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizou a adoção da tarifa como forma de pressão econômica. 

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, o vice-presidente destacou que o Irã ocupa uma posição marginal no comércio exterior brasileiro e que o saldo é amplamente favorável ao Brasil. “O Irã é um pequeno participante do comércio exterior brasileiro. Ele está lá no fim da fila, não tem muita relevância. Aliás, somos grandes exportadores, vendemos mais do que compramos deles”, afirmou Alckmin.

O ministro também ponderou que a implementação prática da medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos seria complexa, sobretudo porque envolveria um grande número de países que mantêm relações comerciais com Teerã. “A gente exporta US$ 2,5 bilhões, e eles (Irã) não exportam nem US$ 200 milhões. Mas não vejo relação [sobre as negociações do tarifaço] e acho que a questão da ‘supertarifação’ é difícil de ser aplicada porque você teria de aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, acrescentou.

Segundo Alckmin, o governo brasileiro aguarda a publicação oficial da Ordem Executiva norte-americana para avaliar com mais precisão os desdobramentos e definir eventuais medidas. Até o momento, o anúncio feito por Donald Trump não foi formalizado.

A proposta de tarifação integra um conjunto de ações de retaliação econômica dos Estados Unidos contra o Irã, em meio ao aumento das tensões internas no país, marcado por protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei e por uma prolongada crise econômica decorrente de décadas de sanções internacionais.

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