Ataque de Trump ao Irã provoca maior alta diária da gasolina nos EUA desde 2005
Preço médio sobe para US$ 3,11 por galão após tensão no Oriente Médio e impacto no mercado global de petróleo
247 - Os preços da gasolina nos Estados Unidos registraram a maior alta diária em quase duas décadas, com avanço de 11 centavos e média nacional de US$ 3,11 por galão, de acordo com levantamento divulgado pela AAA. O salto representa o aumento mais expressivo em um único dia desde a passagem do furacão Katrina, em 2005, e ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, informa a CNN.
Segundo a pesquisa mais recente da AAA, a elevação interrompeu uma sequência de três meses em que os valores permaneceram abaixo de US$ 3 por galão, iniciada em 1º de dezembro. A média atual também coloca o combustível um centavo acima do registrado no mesmo período do ano passado e praticamente no mesmo nível observado no último dia completo do mandato de Joe Biden, em janeiro de 2025.
A disparada nos preços ocorre após ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, seguidos pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A interrupção na passagem marítima, considerada vital para o fluxo energético mundial, intensificou as preocupações nos mercados.
Em resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios contra instalações petrolíferas de aliados dos EUA na região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar e Arábia Saudita — maior exportador de petróleo do planeta. O movimento ampliou o clima de instabilidade e pressionou ainda mais as cotações internacionais.
Nos mercados futuros, o impacto foi imediato. No início do pregão de terça-feira, o barril do petróleo norte-americano avançou 7%, alcançando US$ 76, após já ter registrado alta de 6% na segunda-feira. A valorização acumulada reforça o cenário de volatilidade e contribui diretamente para o encarecimento dos combustíveis nas bombas em todo o território norte-americano.
A escalada dos preços da energia reacende preocupações inflacionárias e amplia a atenção sobre os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio, especialmente diante da relevância estratégica da região para o abastecimento global de petróleo.


