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"Aviação brasileira precisa se comunicar melhor", diz CEO da Latam

Jerome Cadier aponta entraves como reforma tributária, judicialização e baixa demanda aérea no país

Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil (Foto: Divulgação)

247 - A aviação brasileira precisa se comunicar melhor, segundo avaliação do CEO da Latam Airlines, Jerome Cadier, que destacou desafios estruturais do setor, como impactos da reforma tributária, aumento da judicialização e baixa frequência de viagens aéreas no país.

A análise foi publicada pelo próprio executivo em uma postagem no LinkedIn nesta sexta-feira (24), na qual ele comentou sua participação no primeiro Fórum Brasileiro de Aviação, realizado em Brasília. O evento foi promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em parceria com a International Air Transport Association (IATA).

Cadier afirmou que o setor aéreo é “complexo, estratégico, dinâmico, global, cheio de particularidades, obstáculos, oportunidades e...mal compreendido”. Para ele, a dificuldade de comunicação contribui para a falta de entendimento sobre os desafios enfrentados pela aviação no Brasil.

Debate sobre desafios estruturais

Durante o fórum, representantes do setor público e privado discutiram temas considerados críticos para a aviação civil brasileira. Entre os principais pontos abordados estiveram os impactos da reforma tributária, classificados pelo executivo como “devastadores” para o setor, além de avanços regulatórios relacionados a passageiros indisciplinados.

Outro tema destacado foi o aumento da judicialização predatória no setor aéreo, que, segundo Cadier, representa um entrave adicional para o desenvolvimento da aviação no país.

Evento global no Brasil

O CEO da Latam também ressaltou que a companhia será anfitriã, em junho deste ano, da Assembleia Geral da IATA, que voltará ao Brasil após 27 anos. O evento é considerado o maior encontro global da indústria aérea.

Cadier destacou a relevância do país sediar a reunião em 2026, apesar dos desafios internos. Segundo ele, o Brasil registra apenas 0,5 viagens aéreas per capita por ano, índice inferior ao de países como Colômbia e Chile, além de mercados do Hemisfério Norte.

Necessidade de soluções conjuntas

Na avaliação do executivo, as barreiras que limitam o crescimento da aviação no Brasil exigem respostas coordenadas entre diferentes atores do setor.

Ele defendeu que soluções eficazes dependem de “diálogo transparente, qualificado e recorrente sobre os reais problemas do país”, com foco em segurança jurídica e visão de longo prazo.

A manifestação reforça a necessidade de maior articulação entre empresas, reguladores e governo para impulsionar o setor aéreo brasileiro.

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