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Bancos projetam corte de 0,5 ponto na Selic em março, aponta Febraban

Pesquisa da Febraban mostra expectativa de início da flexibilização monetária e Selic abaixo de 12,25% ao fim de 2026

Sede do Banco Central, em Brasília 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O levantamento da Febraban foi realizado entre os dias 3 e 9 de fevereiro, após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e ouviu 21 instituições financeiras.

De acordo com o estudo, pouco mais de 60% dos bancos consultados projetam que a Selic encerrará 2026 abaixo de 12,25%. Na reunião de janeiro, o Copom decidiu manter a taxa em 15% ao ano. Para 76,2% das instituições participantes da pesquisa, a decisão foi adequada, assim como a sinalização de início do processo de flexibilização monetária no próximo encontro.

As expectativas para a atividade econômica também passaram por ajustes. A parcela de bancos que estima crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 1,8% em 2026 — patamar considerado o consenso atual do mercado — recuou de 55%, em dezembro, para 38,1% nesta edição do levantamento.

Em contrapartida, aumentou de 15% para 28,6% o grupo que projeta expansão acima desse nível. Já 33,3% das instituições esperam desempenho inferior ao consenso.

No campo fiscal, 71,4% dos bancos avaliam que o governo terá de adotar medidas adicionais para alcançar a meta fiscal de 2026. Em dezembro, esse percentual era de 80%. Entre os que defendem novas ações, 47,6% acreditam que o foco deverá estar no controle das despesas, com possibilidade de contingenciamentos ou exclusão de gastos do cálculo da meta.

A pesquisa também indica estabilidade na projeção de inadimplência da carteira de crédito livre, estimada em 5,2% para este ano. Em 2025, a taxa observada foi de 5,5%. Para 2027, a expectativa é de recuo adicional, para 4,9%. Os principais bancos do país esperam que o Banco Central inicie, já em março, um ciclo de redução da taxa básica de juros com um corte de 0,5 ponto porcentual na Selic. A avaliação consta na mais recente Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgada nesta quarta-feira (18).

O levantamento da Febraban foi realizado entre os dias 3 e 9 de fevereiro, após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e ouviu 21 instituições financeiras.

De acordo com o estudo, pouco mais de 60% dos bancos consultados projetam que a Selic encerrará 2026 abaixo de 12,25%. Na reunião de janeiro, o Copom decidiu manter a taxa em 15% ao ano. Para 76,2% das instituições participantes da pesquisa, a decisão foi adequada, assim como a sinalização de início do processo de flexibilização monetária no próximo encontro.

As expectativas para a atividade econômica também passaram por ajustes. A parcela de bancos que estima crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 1,8% em 2026 — patamar considerado o consenso atual do mercado — recuou de 55%, em dezembro, para 38,1% nesta edição do levantamento.

Em contrapartida, aumentou de 15% para 28,6% o grupo que projeta expansão acima desse nível. Já 33,3% das instituições esperam desempenho inferior ao consenso.

No campo fiscal, 71,4% dos bancos avaliam que o governo terá de adotar medidas adicionais para alcançar a meta fiscal de 2026. Em dezembro, esse percentual era de 80%. Entre os que defendem novas ações, 47,6% acreditam que o foco deverá estar no controle das despesas, com possibilidade de contingenciamentos ou exclusão de gastos do cálculo da meta.

A pesquisa também indica estabilidade na projeção de inadimplência da carteira de crédito livre, estimada em 5,2% para este ano. Em 2025, a taxa observada foi de 5,5%. Para 2027, a expectativa é de recuo adicional, para 4,9%.

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