Barril de petróleo ultrapassa US$ 100 e Trump diz que "é um preço muito pequeno a pagar"
Presidente dos Estados Unidos diz que preços cairão quando a suposta ameaça nuclear iraniana for eliminada
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (8) que os preços internacionais do petróleo devem recuar rapidamente caso seja eliminada a ameaça nuclear atribuída ao Irã. A declaração foi publicada em sua conta na rede social Truth Social após a cotação da commodity ultrapassar a marca de US$ 100 por barril no mercado internacional.
Na mensagem, Trump relacionou o avanço dos preços do petróleo às tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio e defendeu que a eliminação da suposta ameaça nuclear iraniana teria impacto direto sobre os custos da energia. “É um preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo. Só os tolos pensariam diferente!”, escreveu o presidente dos Estados Unidos.
O salto nas cotações ocorreu em meio a uma combinação de fatores que pressionam o mercado global de energia. Neste domingo, o barril do petróleo Brent — referência internacional — registrou alta de 20% na abertura dos mercados, chegando a US$ 111,04. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 22%.
Trata-se da primeira vez que o petróleo ultrapassa o patamar de US$ 100 por barril desde fevereiro de 2022, quando teve início a guerra entre Rússia e Ucrânia. O movimento reflete uma conjuntura de oferta restrita e crescente instabilidade na região do Golfo.
Entre os fatores que impulsionaram a disparada estão cortes de produção adotados por países produtores e dificuldades logísticas no transporte de petróleo. Emirados Árabes Unidos e Kuwait iniciaram reduções em sua produção, enquanto o Iraque começou a interromper suas atividades petrolíferas na semana anterior.
Outro elemento central para a pressão nos preços é a situação do estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. A via permanece praticamente fechada, reduzindo o fluxo de exportações e elevando a preocupação com o abastecimento internacional.
Com estoques em queda e tensões geopolíticas persistentes, analistas observam que o mercado de energia permanece sensível a qualquer escalada no conflito regional, cenário que tem provocado forte volatilidade nos preços da commodity.


