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BC e PF investigam prejuízo do BRB em operação com Banco Master

Compra de carteiras fraudulentas foi revertida, mas pode ter deixado rombo bilionário no Banco de Brasília

BRB (Foto: José Cruz/Agencia Brasil)

247 - As autoridades monetárias e policiais aprofundam as apurações sobre as operações envolvendo a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O foco das investigações é dimensionar com precisão o impacto financeiro dessas transações, inicialmente estimadas em bilhões de reais, além de verificar se as determinações de reversão impostas pelo Banco Central foram efetivamente cumpridas, informa Valdo Cruz, do g1.

O Banco Central determinou, em um primeiro momento, o desfazimento de operações que somavam R$ 12,2 bilhões. No entanto, ainda não há confirmação se todo esse valor foi revertido. Investigadores do Banco Central e da Polícia Federal avaliam se o montante corresponde exatamente ao prejuízo potencial ou se as perdas do BRB podem ter sido ainda maiores nas negociações das carteiras de crédito consideradas fraudulentas.

Em depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou à delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo, responsável pelo inquérito que apura o caso Master, que não conseguiu recuperar aproximadamente R$ 2,5 bilhões do total pago ao banco controlado por Daniel Vorcaro. Segundo o relato, a perda estaria relacionada ao processo de liquidação da instituição, o que reforça a avaliação de que o prejuízo efetivo das operações pode ter sido significativo e superior às estimativas iniciais analisadas pelos órgãos de controle.

As apurações seguem em curso para confirmar se houve ou não dano financeiro efetivo ao banco público. Mesmo que, ao final, fique comprovada a inexistência de prejuízo direto, técnicos envolvidos no caso ressaltam que a identificação de fraude bancária nas carteiras analisadas já configura crime contra o sistema financeiro nacional, independentemente do resultado contábil das operações.

Além desse episódio, o Banco Central informou recentemente ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre uma nova suspeita de fraude em investigação pelo Ministério Público Federal. O caso envolve aproximadamente R$ 11,5 bilhões e teria relação com fundos administrados pela Reag. Essa gestora de recursos já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, que investigou um esquema ligado à máfia dos combustíveis, com conexões com o PCC.

De acordo com a comunicação oficial enviada pelo Banco Central, a nova notícia de fato foi protocolada em 17 de novembro do ano passado. O documento aponta a suspeita de que o banco Master teria utilizado recursos aplicados em fundos de valor considerado duvidoso para simular aportes de capital, com o objetivo de demonstrar capacidade financeira para continuar operando no mercado.

As investigações seguem sob sigilo e ainda não há prazo definido para a conclusão dos trabalhos, que envolvem diferentes órgãos de controle e fiscalização do sistema financeiro brasileiro.

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