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Petrobrás vai distribuir recorde de R$ 87,8 bilhões em dividendos

De acordo com a estatal, o pagamento será feito em duas parcelas, com valores iguais depositados nos meses de agostos e setembro

Logo da Petrobras, em São Paulo 20/02/2018 (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

247 - A Petrobras informou, em nota, nesta quinta-feira, 28, que aprovou o pagamento de distribuição de dividendos em R$ 6,732003 por ação preferencial e ordinária em circulação, somando R$ 87,8 bilhões.

O pagamento de dividendos será feito em duas parcelas com valores iguais nos meses de agosto e setembro. 

A primeira parcela será paga em 31 de agosto e o depósito da segunda parcela será realizado em 20 de setembro.

"A aprovação do dividendo proposto é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia no curto, médio e longo prazo e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas, assim como às melhores práticas da indústria mundial de petróleo e gás natural", informou a estatal.

"Desse total, R$ 35,5 bi vai para acionistas estrangeiros; R$ 32,5 para o governo; R$ 20,7 bi para os acionistas privados nacionais. No mesmo dia, a Petrobras reduziu em 0,15 centavos no litro da gasolina e distribuiu R$ 6,73 por ação para os acionistas. Um deboche!", afirmou Eduardo Costa Pinto, professor de Economia Brasileira e Economia Política do IE/UFRJ, ao Brasil 247.

PEC do estado de emergência

A distribuição ocorre no momento em que o governo Bolsonaro solicita pagamento de mais dividendos para compensar o caixa da União (principal acionista da Petrobrás) pelas despesas com auxílios sociais às vésperas da eleição.

O secretário do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, afirmou que a pasta solicitou às estatais federais (Caixa, BNDES, Petrobras e Banco do Brasil) ,na segunda-feira, 25, que avaliem pagar mais dividendos ao governo em 2022.

>>> Leia mais: Caixa e BNDES vão ampliar distribuição de dividendos para bancar PEC do estado de emergência

O objetivo é bancar a PEC do estado de emergência que, inconstitucionalmente, foi aprovada pelo Congresso e permite que o governo Jair Bolsonaro (PL) crie novos benefícios e amplie os já existentes no ano eleitoral.

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