Preço da gasolina nos EUA supera US$ 4 e tensão no Oriente Médio aumenta
Guerra de Donald Trump no Irã faz gasolina nos Estados Unidos superar US$ 4 pela primeira vez desde 2022
247 - O preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão pela primeira vez desde 2022, em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio, que também registrou ataques letais em território iraniano e impactos no transporte global de petróleo, relata a CNN.
A alta dos combustíveis está diretamente ligada à valorização do petróleo bruto, que subiu mais de 50% desde o início das agressões militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O aumento recente representa uma elevação de cerca de US$ 1 por galão apenas no último mês, refletindo a instabilidade crescente no mercado energético internacional.
Paralelamente à disparada dos preços, o Irã foi alvo de intensos bombardeios durante a noite. Um dos ataques, na cidade de Mahallat, ao sul de Teerã, deixou 11 mortos, incluindo três crianças, segundo a agência semioficial Mehr News. Outro bombardeio atingiu a cidade de Zanjan, no norte do país, resultando na morte de três pessoas e danos a uma mesquita. Explosões também foram registradas em Teerã e Isfahan.
No Golfo, um petroleiro kuwaitiano carregado foi atingido em águas próximas a Dubai por um ataque iraniano, informou a agência estatal do Kuwait. Apesar de um incêndio a bordo, as autoridades locais confirmaram que não houve vazamento de óleo nem registro de feridos.
Em Israel, novos ataques atribuídos ao Irã provocaram incêndios em veículos na região central do país. Segundo um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), os danos parecem ter sido causados por fragmentos de munições de dispersão.
No campo militar, cresce a expectativa sobre uma possível ampliação da presença dos Estados Unidos na região. O Comando Central (CENTCOM) confirmou que o navio de assalto anfíbio USS Tripoli, com cerca de 1,8 mil fuzileiros navais a bordo, estava no Oceano Índico no domingo (29), sem detalhar sua proximidade em relação ao Irã.
O cenário evidencia como a infraestrutura energética se tornou um dos principais pontos de disputa no conflito, com efeitos diretos sobre o preço dos combustíveis e a estabilidade econômica global.


