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‘Campo progressista não pode ficar refém de pesquisas. É hora de ir para as ruas’, avalia José Genoino

Na TV 247, ex-presidente do PT defende mobilização popular, alerta para avanço da extrema direita e aponta papel estratégico do Brasil na América do Sul

José Genoino, Lula e um ato do campo progressista (Foto: Reprodução/TV247 I Ricardo Stuckert I Divulgação )
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247 - O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores José Genoino afirmou esta semana, em entrevista ao programa Giro das Onze, destacou a liderança do presidente Lula (PT) nas intenções de voto para o Palácio do Planalto, mas alertou que o campo progressista “não pode ficar refém das interpretações de pesquisas, mesmo quando elas são favoráveis à gente”.

“Temos que ficar refém do nosso projeto político”, destacou Genoino em participação na TV 247. “Pesquisas têm interpretações, manipulação”, disse o petista, acrescentando também que a imprensa tradicional “não é neutra” e, por consequência, aumenta ainda mais a necessidade de uma mobilização “corpo a corpo”. “A campanha precisa ir para as ruas”, relatou Genoino.

Em sua análise, o ex-presidente do PT pontuou que o campo progressista brasileiro precisa ficar atento à “falange fascista” e disse que, no governo Jair Bolsonaro (2019-2022), o Brasil viu o “desmonte das instituições, desmonte econômico e social”.

Durante o seu comentário, Genoino observou que o campo progressista pauta “articular um programa” que sinalize para uma projeto baseado em três pilares: “pauta do povo, pauta da democracia e soberania”.

Mobilização contra a extrema direita

Na análise do petista, o campo progressista brasileiro precisa atuar com atenção diante da “falange fascista”. Ele afirmou que o governo Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, promoveu o “desmonte das instituições, desmonte econômico e social”.

Genoino defendeu que a esquerda organize uma agenda política com base em um programa capaz de dialogar com a população e enfrentar a extrema direita. Durante o comentário, ele afirmou que o campo progressista precisa “articular um programa” sustentado por três eixos. “Pauta do povo, pauta da democracia e soberania”, afirmou.

Pesquisas apontam vantagem de Lula

A Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA, apontou que o presidente Lula alcançou 12,5 pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Também divulgada neste mês de junho, a pesquisa Quaest, contratada pela Genial Investimentos, mostrou Lula com seis pontos percentuais de vantagem sobre o parlamentar da extrema direita.

No primeiro turno, a Quaest registrou Lula com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro apareceu com 29%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcaram 3% cada. Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo) ficaram com 2% cada. Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registraram 1% cada. Os indecisos somaram 10%. Brancos, nulos ou eleitores que não votariam chegaram a 9%.

Crítica ao imperialismo dos EUA

Na entrevista à TV 247, Genoino também criticou a “hegemonia do imperialismo” dos Estados Unidos e afirmou que a “América do Sul está em ebulição”. Para o ex-presidente do PT, a direita tradicional perde espaço no continente, enquanto setores mais radicalizados avançam em diferentes países.

“A velha direita tradicionalista, neoliberal está perdendo espaço e quem assume é a extrema direita fascista. Argentina, Equador, El Salvador, Paraguai”, pontuou Genoino, avaliando que o continente sul-americano deve enfrentar um período de maior tensão. “A tendência é o acirramento da crise política, econômica e social na América”, disse Genoino.

Ele também afirmou que a extrema direita sul-americana apoiada pelos Estados Unidos aposta “na crise e no caos” para ampliar sua força política nos próprios países. “Destruição, mentira, perversidade”, disparou o petista.

Integração sul-americana

Na entrevista, Genoino afirmou que o Brasil tem papel central na política regional e defendeu que um eventual quarto mandato de Lula trate a integração sul-americana como prioridade estratégica.

Na avaliação do ex-presidente do PT, “a responsabilidade do Brasil é muito grande” na América do Sul. Ele disse que um novo governo Lula precisa “colocar integração sul-americana como fundamental para o futuro do Brasil”. “Temos política de complementaridade”, continuou Genoino, ao se referir aos países do continente.

O petista também destacou a relevância econômica e ambiental da região para o mundo. Conforme Genoino, a América do Sul é “rica em petróleo, em minérios raros, água doce, área para agricultura”. “Diante da crise da humanidade, é estratégico para a humanidade”, observou.

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