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“Os dias de Cláudio Castro estão contados”, diz Reimont sobre esquema no Rio Previdência

Deputado do PT afirma que governador do Rio montou rede política para sustentar esquema com recursos de aposentados e pensionistas

Cláudio Castro (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
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247 - O deputado federal Reimont (PT-RJ) afirmou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deve ser preso em meio às investigações sobre transferências bilionárias de recursos do Rio Previdência para operações ligadas ao banco Master. Em entrevista ao programa Boa Noite 247, o parlamentar disse que “as cartas estão dadas” e que o governador estruturou uma rede política para manter controle sobre órgãos do estado enquanto ampliava o esquema de distribuição de cargos e recursos públicos.

Segundo Reimont, o volume de recursos movimentados supera as estimativas iniciais. “Quando nós ouvimos dizer que era quase R$ 1 bilhão, a gente ficou apavorado. Quando é hoje, a gente descobre que não era R$ 1 bilhão, eram R$ 3,7 bilhões”, declarou. O deputado relacionou as operações ao uso de dinheiro de aposentados e pensionistas do estado. “É dinheiro do pensionista, é dinheiro do aposentado, é dinheiro de quem trabalhou a vida inteira para o estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

Durante a entrevista, Reimont disse que seu mandato apresentou representação ao Ministério Público pedindo apreensão de passaportes e quebra de sigilo bancário de integrantes da família Bolsonaro, além do próprio governador. O parlamentar afirmou que há indícios de conexão entre as movimentações financeiras do Rio Previdência e repasses ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na avaliação do deputado, Cláudio Castro construiu uma estrutura política baseada na divisão de secretarias entre deputados estaduais para garantir sustentação na Assembleia Legislativa. “Determinadas secretarias eram comandadas por três deputados. Eles faziam rachadinha de cargos”, afirmou. Segundo ele, o governador distribuiu espaços do governo entre grupos políticos e buscou influência em órgãos de controle.

Reimont também relacionou o atual cenário político do Rio ao avanço do bolsonarismo no estado. Ele lembrou que Cláudio Castro teve trajetória política acelerada após aproximação com Carlos Bolsonaro e afirmou que o governador foi “catapultado” ao cargo de vice-governador antes de assumir o Palácio Guanabara após o afastamento de Wilson Witzel.

“O Cláudio Castro entrou nesse jogo da Assembleia Legislativa. Ele fatiou o governo do estado”, disse o parlamentar. Para Reimont, o esquema criou um ambiente de proteção política que retardou ações mais duras contra o governador. “Ele costurou tanto nos ambientes dos órgãos de controle e da Justiça que acabou organizando essa blindagem”, declarou.

Apesar disso, o deputado afirmou acreditar que a situação política e judicial do governador se deteriorou. “Essa pergunta sobre por que ele ainda não foi preso muito brevemente não será feita mais”, disse. “Eu acho que os dias do Cláudio Castro estão contados muito mais cedo do que nós imaginamos. Ele será detido, ele será preso. Não tem outro caminho.”

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