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Trump levará 16 CEOs à China em sinal de aposta dos EUA em tecnologia e finanças

Delegação empresarial inclui nomes como Elon Musk, Tim Cook e Larry Fink, refletindo o peso estratégico do mercado chinês para grandes empresas americanas

Trump levará 16 CEOs à China em sinal de aposta dos EUA em tecnologia e finanças (Foto: Brasil 247)
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247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levará executivos-chefes de 16 grandes empresas norte-americanas em sua próxima visita à China, incluindo Elon Musk, da Tesla, e Tim Cook, da Apple, segundo informou o New York Times, com base em uma lista da Casa Branca.

De acordo com o Global Times, que repercutiu a informação, a presença de líderes de empresas de alta tecnologia, finanças, indústria e biotecnologia indica a importância atribuída por Washington à cooperação com Pequim em setores estratégicos.

Além de Musk e Cook, a delegação deve incluir Stephen Schwarzman, da Blackstone; Larry Culp, da General Electric; Larry Fink, da BlackRock; Kelly Ortberg, da Boeing; Dina Powell McCormick, da Meta; e Sanjay Mehrotra, da Micron. Jensen Huang, CEO da Nvidia, não deve participar, segundo relatos da imprensa norte-americana.

A CBS News destacou que os empresários que acompanharão Trump possuem “interesses comerciais significativos na China”. Já a BBC afirmou que, juntos, os executivos representam uma ampla faixa dos interesses empresariais dos Estados Unidos, que vai de redes sociais e equipamentos de consumo a semicondutores e manufatura comercial.

Uma porta-voz da Illumina, empresa de biotecnologia sediada na Califórnia, afirmou que seu CEO “está honrado por fazer parte da delegação” e que a companhia espera que a viagem seja “uma oportunidade para fortalecer relações e moldar o futuro da medicina de precisão”.

Tecnologia e finanças ganham peso na agenda

He Weiwen, pesquisador sênior do Centro para China e Globalização, disse ao Global Times que a comparação entre a delegação empresarial da atual visita de Trump e a de sua viagem à China em 2017 mostra a relevância crescente dada pelos Estados Unidos à cooperação com Pequim em áreas como alta tecnologia e finanças.

A presença de empresas desses setores ocorre em meio à tentativa de Trump de pressionar companhias norte-americanas a ampliar a produção dentro dos Estados Unidos, com o objetivo de reduzir importações e estimular a atividade econômica doméstica.

No entanto, conforme destacou a ABC News, muitas grandes empresas de tecnologia mantêm cadeias de fornecimento fortemente dependentes da China, o que as deixa particularmente expostas às tensões comerciais bilaterais.

China segue central para empresas dos EUA

Um relatório divulgado pela Câmara Americana de Comércio na China em 23 de abril mostrou que metade das empresas norte-americanas pesquisadas ainda coloca a China entre seus três principais destinos globais de investimento. Além disso, 79% dos entrevistados disseram ter uma visão positiva ou neutra sobre o futuro das relações China-EUA em 2026, alta de 30 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Nos últimos meses, empresas norte-americanas de setores como veículos elétricos, alimentos e bebidas também registraram bom desempenho no mercado chinês, impulsionadas pelo crescimento econômico acima do esperado no país e por medidas de estímulo à demanda interna.

A Tesla, por exemplo, entregou 79.478 veículos Model 3 e Model Y produzidos em sua fábrica de Xangai em abril, incluindo unidades exportadas para Europa e outros mercados. O número representou crescimento anual de 36%, segundo dados da Associação Chinesa de Carros de Passageiros.

A Coca-Cola também informou que seu volume global de caixas unitárias cresceu 3% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por mercados como a China, segundo comunicado enviado ao Global Times.

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