Fórum de Lisboa reúne economistas, juristas e especialistas internacionais para discutir soberania e nova ordem global
Evento em Portugal aposta em nomes de peso da Europa, da América Latina e da África para debater tecnologia, democracia e transformação geopolítica mundial
247 – O Fórum de Lisboa chega à sua 14ª edição, em 2026, reforçando sua projeção internacional ao reunir acadêmicos, juristas, executivos e lideranças institucionais de vários países para discutir os efeitos da nova ordem global sobre a democracia, a economia e a soberania. De acordo com a divulgação oficial do evento, o encontro será realizado nos dias 1º, 2 e 3 de junho, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal.
Com o tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”, o fórum reunirá representantes do Brasil e da Europa, além de convidados de outras regiões, em uma programação voltada à reflexão sobre as transformações políticas, culturais e econômicas provocadas pela aceleração tecnológica e pela reorganização do poder mundial.
Entre os nomes anunciados para esta edição estão figuras de grande projeção internacional. Um dos destaques é Joel Mokyr, professor da Northwestern University e reconhecido como uma das principais referências mundiais no estudo da história econômica e da inovação. Também integra a lista de convidados Thomas Friedman, jornalista norte-americano e editorialista do jornal The New York Times, conhecido por suas análises sobre geopolítica, globalização e economia internacional.
Presença forte de especialistas europeus
A programação confirma ainda uma presença robusta de especialistas europeus, em especial da Alemanha, França, Espanha, Itália e Reino Unido. O perfil dos participantes mostra que o Fórum de Lisboa busca manter sua característica de espaço de alto nível para o debate jurídico, institucional e econômico, conectando universidades, centros de pesquisa e organismos públicos.
Da Alemanha, participarão Indra Spiecker genannt Döhmann, da Universidade Goethe de Frankfurt; Markus Kotzur, da Universidade de Hamburgo; Joachim Englisch, da Universidade de Münster; Christiane Woopen, da Universidade de Bonn; Ralf Poscher, do Instituto Max Planck e da Universidade de Freiburg; e Luís Greco, da Universidade Humboldt de Berlim.
A França também terá presença expressiva, com Dominique Rousseau e Xavier Philippe, ambos da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne; Yves Gounin, conselheiro de Estado do Conseil d’État; e Gaspard Estrada, conselheiro da Global South Unit da London School of Economics e pesquisador da Sciences Po.
Da Espanha, o nome confirmado é Francisco Balaguer Callejón, professor da Universidade de Granada. Pela Itália, participarão Raffaele De Giorgi, da Universidade do Salento, e Antonio Carratta, da Universidade Roma Tre. O Reino Unido será representado por Vinicius de Carvalho, professor do King’s College London.
América Latina, África e setor econômico ampliam alcance do debate
A dimensão internacional do encontro também se expressa na participação de representantes da América Latina e da África. A Argentina terá como nome confirmado Leandro Eduardo Ferreyra, da Universidade de Buenos Aires. Já Moçambique estará representado por Lúcia da Luz Ribeiro, presidente do Conselho Constitucional, reforçando o peso institucional e jurídico do evento.
Além do meio acadêmico, o Fórum de Lisboa reunirá lideranças do setor econômico e financeiro internacional. Entre elas estão Hendrik Schoenfelder, CEO da Evonik para a América Central e do Sul, e Saskia Berling, diretora do KfW Development Bank.
Essa composição revela o esforço dos organizadores em articular diferentes campos de experiência — da universidade à administração pública, passando pelo sistema financeiro e pelo setor produtivo — para enfrentar questões centrais do mundo contemporâneo.
Tecnologia, democracia e soberania no centro da agenda
Organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), pelo Lisbon Public Law Research Centre (LPL) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário – FGV Justiça, o Fórum de Lisboa vem se consolidando como um dos mais relevantes espaços de diálogo institucional entre Brasil e Europa.
O objetivo do encontro é promover uma análise transversal dos desafios do Estado contemporâneo, conectando geopolítica, economia, direito e democracia às mudanças impulsionadas pela inovação tecnológica. Em 2026, a proposta é aprofundar o debate sobre temas como sustentabilidade, saúde, política, soberania e os efeitos dessas transformações sobre a ordem internacional.
A escolha do tema desta edição reflete um cenário global marcado por disputas estratégicas, reconfiguração de alianças, avanço das tecnologias digitais e pressões crescentes sobre os sistemas democráticos. Nesse contexto, o Fórum busca se afirmar como um espaço de formulação e intercâmbio de ideias em torno das grandes questões do presente.
Evento reforça papel de Lisboa como ponto de encontro entre Brasil e Europa
Ao reunir especialistas de tradição acadêmica consolidada e forte atuação institucional, o Fórum de Lisboa reforça seu papel como ponte entre o pensamento jurídico e político produzido no Brasil e na Europa. Mais do que um seminário acadêmico, o encontro se apresenta como um ambiente de articulação internacional sobre governança, políticas públicas e os rumos da democracia em um mundo em rápida transformação.
A presença de professores, conselheiros de Estado, dirigentes de bancos de desenvolvimento, executivos e autoridades constitucionais indica que o evento pretende ampliar sua influência para além do campo universitário, alcançando também os centros de decisão e formulação de políticas.
Nesse sentido, a edição de 2026 consolida o Fórum de Lisboa como um dos principais espaços de reflexão sobre os desafios da soberania, da tecnologia e da nova ordem global.

