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Rui Costa Pimenta denuncia perseguição política contra Alysson Mascaro e critica atuação do Ministério Público

Presidente do PCO afirma que acusações contra o professor fazem parte de um ambiente de linchamento e critica o uso político do sistema judicial

Alysson Mascaro lança Crítica do Cancelamento na Casa de Portugal (Foto: Victor Barau)
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247 – O professor Alysson Mascaro voltou ao centro do debate público após novo episódio envolvendo denúncias contra ele e a atuação do Ministério Público. Em comentário publicado no YouTube, no vídeo “As calúnias contra Alysson Mascaro | Momentos da Análise Política da Semana”, Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), classificou o caso como uma perseguição política e criticou duramente a forma como as acusações vêm sendo apresentadas.

Segundo Rui Costa Pimenta, o Ministério Público teria agido “com motivação política” ao pedir o indiciamento de Mascaro por acusações de natureza sexual. O dirigente do PCO afirmou que o caso deve ser analisado como parte de um processo mais amplo de criminalização, exposição pública e destruição de reputações.

Para Rui, a formulação das acusações contra o professor segue um padrão que ele considera típico de processos judiciais conduzidos com finalidade política. “Esse método de acusar a pessoa de cinco coisas é um método em si criminoso”, afirmou. Segundo ele, a inclusão simultânea de diferentes imputações teria como objetivo produzir impacto público e ampliar o desgaste do acusado antes mesmo de qualquer julgamento.

Rui compara caso Mascaro a processos políticos recentes

Ao longo do comentário, Rui Costa Pimenta comparou o caso de Alysson Mascaro a outros episódios que, em sua avaliação, também teriam sido marcados por exageros acusatórios e por uma lógica de punição política. Ele citou, como exemplo, os processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, afirmando que, naquele caso, houve uma ampliação artificial das acusações.

Segundo Rui, se os envolvidos tivessem sido acusados apenas de depredação do patrimônio público, o impacto político seria menor. Por isso, em sua análise, teriam sido acrescentadas acusações mais graves, como formação de quadrilha, insurreição armada e abolição violenta do Estado de Direito. “É um método típico da fraude judicial esse tipo de coisa”, declarou.

Na avaliação do presidente do PCO, a mesma lógica estaria presente no caso de Mascaro. Para ele, a acusação mais grave teria sido introduzida para dar maior peso político e midiático ao caso. Rui afirmou que considera a denúncia “absurda” e questionou a forma como ela foi construída.

Presidente do PCO questiona acusações contra o professor

Rui Costa Pimenta disse conhecer Alysson Mascaro e afirmou não considerar verossímeis as acusações mais graves feitas contra o professor. O dirigente do PCO dedicou boa parte de sua análise a contestar a plausibilidade dos relatos divulgados, sempre a partir de sua interpretação política do caso.

Ao comentar relatos que teriam sido publicados sobre supostos episódios envolvendo Mascaro, Rui afirmou que alguns deles, mesmo se verdadeiros, não justificariam a proporção assumida pelo caso. Ele citou, por exemplo, uma declaração segundo a qual uma pessoa teria ido à casa de Mascaro e, ao sair, teria recebido um abraço e um tapa nas nádegas.

“Vamos supor que tenha acontecido isso. Precisa ser mais normal. Você vai levar o cara, ele vai perder o emprego de professor e pode ser preso porque ele teria dado um tapa na bunda de um homem?”, questionou Rui. O presidente do PCO disse considerar desproporcional transformar esse tipo de relato em fundamento para uma campanha de destruição pública.

Rui também afirmou que a exposição do caso contribuiu para a perda do cargo de Mascaro como professor da Universidade de São Paulo (USP) e para o agravamento de um processo que, em sua avaliação, tem características de perseguição. “A pessoa está sendo massacrada, estão jogando lama na reputação dele, fizeram com que ele fosse exonerado de professor da USP, agora querem colocar ele na cadeia”, afirmou.

Crítica ao identitarismo e ao linchamento público

Outro ponto central da análise de Rui Costa Pimenta foi a crítica ao que ele chamou de “movimento identitário”. Para o presidente do PCO, o caso Mascaro revelaria os efeitos negativos de uma cultura política marcada por denúncias públicas, exposição moral e campanhas de cancelamento.

Segundo Rui, a transformação de episódios ambíguos ou de baixa gravidade em acusações de grande impacto penal e social faria parte de um ambiente em que determinadas correntes políticas buscariam destruir adversários ou figuras incômodas. “Esse processo de perseguição política contra ele mostra como é negativo esse movimento identitário”, disse.

Rui também questionou o fato de haver várias pessoas apresentando denúncias contra Mascaro. Para ele, esse elemento não deveria ser automaticamente interpretado como confirmação das acusações. “Qualquer pessoa normal sabe que isso aí é um complô”, afirmou, sustentando que teria havido mobilização e pressão para reunir denunciantes contra o professor.

Rui aponta atuação da imprensa no caso

O presidente do PCO também criticou a atuação da imprensa na divulgação das denúncias contra Alysson Mascaro. Ele mencionou o Intercept, veículo que, segundo sua fala, teria sido responsável por revelar as acusações que impulsionaram o caso.

Rui questionou os interesses por trás da divulgação das denúncias e afirmou que seria necessário perguntar quem se beneficia politicamente com a destruição da imagem pública de Mascaro. “Quem está ganhando com isso? O que eles querem impedir?”, indagou.

Para Rui Costa Pimenta, o caso não pode ser compreendido apenas como uma sequência de denúncias individuais, mas como um processo político mais amplo. Ele afirmou que Mascaro estaria sendo atacado simultaneamente por setores da direita e da esquerda, em uma dinâmica que, segundo ele, revela o grau de deterioração do debate público.

Perseguição política, segundo Rui

Na conclusão de sua análise, Rui Costa Pimenta insistiu que Alysson Mascaro é vítima de perseguição política. O dirigente do PCO afirmou que o professor foi transformado em alvo de um processo de destruição reputacional e que as acusações devem ser examinadas com cautela diante do contexto político em que surgiram.

“É uma coisa muito evidente que o Alysson Mascaro está sendo vítima de uma perseguição política, uma perseguição política que é feita pela direita e pela esquerda ao mesmo tempo”, declarou Rui.

O presidente do PCO disse ainda que o caso deve continuar sendo acompanhado, tanto por suas consequências jurídicas quanto por seu impacto no debate público. Para ele, a forma como o episódio está sendo conduzido expõe riscos ligados ao uso político do sistema judicial, da imprensa e de campanhas de acusação pública.

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