Fim da escala 6x1 exige pressão popular, diz secretário do PT
Éden Valadares defende mobilização nas redes pelo fim da escala 6x1 e por jornada menor sem redução salarial
247 - O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, defendeu nesta terça-feira (16) uma ofensiva de mobilização popular nas redes sociais pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho sem corte nos salários, proposta que está parada no Senado Federal desde o fim de maio.
Valadares afirmou que o debate sobre a jornada de trabalho atinge diretamente milhões de brasileiros submetidos a rotinas exaustivas, com pouco tempo para descanso, convivência familiar, estudos e cuidados com a saúde.
“Estamos falando de uma realidade que afeta diretamente a vida de quem acorda cedo, enfrenta longas jornadas e quase não tem tempo para descansar, conviver com a família, estudar ou cuidar da própria saúde. O fim da escala 6x1 não é apenas uma questão trabalhista. É uma questão de dignidade, de qualidade de vida e de respeito a quem movimenta a economia brasileira todos os dias”, afirmou.
Segundo o dirigente petista, a mobilização da sociedade é decisiva para impedir que a pauta fique paralisada no Congresso Nacional. Ele disse que setores da extrema-direita e do centrão resistem à aprovação da redução da escala e tentam avançar com uma proposta que, em sua avaliação, pode abrir caminho para a legalização da escala 7x0 no Brasil. “Por isso, a pressão nas redes é fundamental para que essa pauta avance e não fique parada nas gavetas do Congresso”, declarou.
Éden Valadares também afirmou que o governo do presidente Lula, o PT e os movimentos sociais seguem defendendo uma jornada de trabalho considerada mais justa, com valorização dos trabalhadores e melhoria das condições de vida.
“Porque acreditamos que desenvolvimento econômico precisa caminhar junto com valorização do trabalho e bem-estar da população. Procure saber quem são os senadores e as senadoras do seu estado. Entre nas redes sociais, mande mensagens, cobre posicionamento e apoio à PEC que acaba com a escala 6x1. A luta continua e a mobilização faz diferença. Porque trabalhador não pode viver apenas para trabalhar. Mais tempo para a família. Mais tempo para descansar. Mais qualidade de vida. Mais dignidade”, concluiu.



