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Florestan: a derrota não foi de Messias nem de Lula, mas da democracia

Comentarista afirma que rejeição de Jorge Messias no Senado representa novo ataque ao Estado democrático de direito

Florestan Fernandes Jr (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

247 – O comentarista Florestan Fernandes Júnior afirmou, em vídeo publicado na TV 247, que a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado não deve ser interpretada apenas como uma derrota do presidente Lula, mas como uma derrota da democracia brasileira.

Segundo Florestan, a leitura feita pela mídia corporativa, que classificou o episódio como “derrota histórica do presidente Lula”, reduz a gravidade política do momento. “Eu discordo, não foi uma derrota do presidente, foi uma derrota de todos nós, foi uma derrota da democracia”, afirmou.

Crítica à reação do Senado

Florestan comentou a cena em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comemorava a rejeição de Messias ao lado de colegas da Mesa Diretora.

Para o jornalista, o episódio se insere em uma sequência de movimentos políticos que ameaçam o Estado democrático de direito.

“Ontem, assim que o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias e Davi Alcolumbre comemorava ao lado dos seus colegas de mesa, os sites da mídia corporativa estampavam nas manchetes derrota histórica do presidente Lula”, disse.

Alerta sobre o projeto da dosimetria

Florestan também chamou atenção para a votação prevista para esta quinta-feira, 30 de abril, sobre a tentativa de derrubar o veto do presidente Lula ao chamado projeto da dosimetria.

Segundo ele, a proposta tem como objetivo reduzir a pena de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado relacionada aos atos de 8 de janeiro.

“Eles vão tentar impor mais uma derrota, no dia de hoje, dia 30 de abril, quinta-feira, tentando derrubar o veto do presidente Lula contra o projeto da dosimetria, que nada mais é do que redução da pena de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe do 8 de janeiro”, afirmou.

Eleição de 2026 e democracia

Na avaliação de Florestan, o cenário reforça a centralidade da eleição presidencial de 2026.

Ele defendeu que a reeleição do presidente Lula será decisiva para a preservação do regime democrático no Brasil.

“A eleição de 2026 é fundamental e é importantíssima a reeleição do presidente Lula no sentido da preservação do estado democrático de direito”, declarou.

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