Florestan: a derrota não foi de Messias nem de Lula, mas da democracia
Comentarista afirma que rejeição de Jorge Messias no Senado representa novo ataque ao Estado democrático de direito
247 – O comentarista Florestan Fernandes Júnior afirmou, em vídeo publicado na TV 247, que a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado não deve ser interpretada apenas como uma derrota do presidente Lula, mas como uma derrota da democracia brasileira.
Segundo Florestan, a leitura feita pela mídia corporativa, que classificou o episódio como “derrota histórica do presidente Lula”, reduz a gravidade política do momento. “Eu discordo, não foi uma derrota do presidente, foi uma derrota de todos nós, foi uma derrota da democracia”, afirmou.
Crítica à reação do Senado
Florestan comentou a cena em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comemorava a rejeição de Messias ao lado de colegas da Mesa Diretora.
Para o jornalista, o episódio se insere em uma sequência de movimentos políticos que ameaçam o Estado democrático de direito.
“Ontem, assim que o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias e Davi Alcolumbre comemorava ao lado dos seus colegas de mesa, os sites da mídia corporativa estampavam nas manchetes derrota histórica do presidente Lula”, disse.
Alerta sobre o projeto da dosimetria
Florestan também chamou atenção para a votação prevista para esta quinta-feira, 30 de abril, sobre a tentativa de derrubar o veto do presidente Lula ao chamado projeto da dosimetria.
Segundo ele, a proposta tem como objetivo reduzir a pena de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado relacionada aos atos de 8 de janeiro.
“Eles vão tentar impor mais uma derrota, no dia de hoje, dia 30 de abril, quinta-feira, tentando derrubar o veto do presidente Lula contra o projeto da dosimetria, que nada mais é do que redução da pena de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe do 8 de janeiro”, afirmou.
Eleição de 2026 e democracia
Na avaliação de Florestan, o cenário reforça a centralidade da eleição presidencial de 2026.
Ele defendeu que a reeleição do presidente Lula será decisiva para a preservação do regime democrático no Brasil.
“A eleição de 2026 é fundamental e é importantíssima a reeleição do presidente Lula no sentido da preservação do estado democrático de direito”, declarou.


