Agressões dos EUA contra o Irã custaram R$ 58,7 bilhões na primeira semana, segundo Pentágono
Custo divulgado exclui gastos com preparação de ataques, indicando que valores reais podem ser maiores
247 - A primeira semana da agressão militar dos Estados Unidos contra o Irã custou cerca de US$ 11,3 bilhões (R$ 58,7 bilhões), segundo relatórios do Pentágono apresentados ao Congresso e divulgados pelo The New York Times nesta quarta-feira (11). O valor informado não inclui despesas relacionadas à preparação dos ataques, o que sugere que os custos reais da operação podem ser significativamente mais altos. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com fontes anônimas familiarizadas com a reunião realizada a portas fechadas na Câmara Baixa na terça-feira (10), apenas nos dois primeiros dias de combate, aproximadamente US$ 5,6 bilhões (R$ 29 bilhões) em munições foram utilizados. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que as primeiras 100 horas da ofensiva custaram cerca de US$ 3,7 bilhões (R$ 19 bilhões).
Equipamentos militares e custos unitários
A primeira fase da operação contou com armamentos como a bomba planadora AGM-154, cujo preço varia de US$ 578 mil (R$ 3 milhões) a US$ 836 mil (R$ 4,3 milhões). A Marinha dos EUA adquiriu 3 mil dessas bombas há quase 20 anos. Desde então, o Pentágono tem planejado usar armas mais baratas, como a Joint Direct Attack Munition (JDAM), cujo kit de guiamento custa aproximadamente US$ 38 mil (R$ 197 mil), e a ogiva menor, cerca de US$ 1 mil (R$ 5,1 mil).
Alguns legisladores republicanos, como o senador Mitch McConnell, do Kentucky, presidente da subcomissão responsável pelo financiamento do Pentágono, defendem o aumento da produção de munições. Outros, entretanto, questionam a necessidade de um pacote emergencial de financiamento para um conflito que pode se prolongar. Democratas também demonstram cautela em apoiar medidas adicionais sem mais detalhes sobre os objetivos estratégicos da operação.
Intensificação dos ataques
Enquanto isso, o presidente Donald Trump afirmou que a "vitória" sobre o Irã é iminente, dizendo que as Forças Armadas estadunidenses "praticamente destruíram o Irã" nos últimos 11 dias. O presidente, contudo, afirmou que apenas a "rendição incondicional" de Teerã poderia encerrar a guerra, e o Irã não demonstrou intenção de ceder.
Na quarta-feira (11), o Irã intensificou ataques, em resposta às agressões de EUA e Israel, contra navios-petroleiros e de carga no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, área por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Pelo menos seis embarcações foram atingidas.
Entre os alvos confirmados pelo comando iraniano estão uma base da inteligência naval israelense em Haifa e instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein, apontadas como a onda de retaliação "mais violenta e contundente" desde o início do conflito. Fontes militares de EUA, Israel e países do Golfo indicam que a frequência dos bombardeios iranianos tem diminuído, enquanto autoridades do Irã relatam que os armamentos empregados atualmente são mais poderosos.


