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Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em meio à guerra contra o Irã

Ministério da Defesa do Kuwait confirma queda de aeronaves dos Estados Unidos e diz que pilotos sobreviveram

Piloto de caça norte-americano ejeta antes de acidente (Foto: Reprodução/CNN)

247 - Vários aviões militares dos Estados Unidos caíram no Kuwait nesta segunda-feira (2), mas todos os tripulantes sobreviveram, segundo informou o Ministério da Defesa do país. A confirmação ocorre em meio à ampliação do conflito envolvendo Irã, Israel e forças norte-americanas, conforme noticiado pela CNN.

De acordo com a emissora, vídeos geolocalizados mostraram um caça caindo em território kuwaitiano, nas proximidades de uma base aérea dos Estados Unidos, enquanto o piloto era visto ejetando-se e descendo de paraquedas. A CNN informou ainda que procurou o Comando Central dos EUA para comentar o caso.

Em comunicado, o porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, coronel Said Al-Atwan, declarou que “várias aeronaves militares dos Estados Unidos caíram” e que “todos os tripulantes sobreviveram”. Ele afirmou que “as autoridades competentes iniciaram imediatamente operações de busca e resgate” e acrescentou que “as tripulações foram retiradas dos locais dos acidentes e transferidas para o hospital para avaliar sua condição e receber os cuidados médicos necessários”. Segundo o militar, todos estão em condição “estável”. Al-Atwan também destacou que o Kuwait mantém “coordenação direta” com as autoridades norte-americanas.

O episódio ocorre em um momento de forte tensão regional. Explosões foram ouvidas em grandes cidades do Golfo, como Dubai, Abu Dhabi e Doha, enquanto Israel e o Hezbollah intensificam confrontos, abrindo uma nova frente no conflito. Sirenes também soaram no Bahrein, de acordo com o Ministério do Interior do país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu que pode haver mais baixas norte-americanas após a confirmação da morte de três militares dos EUA no Kuwait. Trump afirmou ainda que a guerra com o Irã pode se estender por até quatro semanas.

No Bahrein, a agência estatal de notícias informou que uma pessoa morreu e duas ficaram “gravemente feridas” após destroços de um míssil interceptado atingirem uma embarcação estrangeira na Cidade Industrial de Salman, provocando um incêndio. O fogo foi controlado e totalmente extinto. Imagens obtidas pela Reuters mostraram colunas de fumaça sobre uma base naval dos Estados Unidos no domingo. A base já havia sido alvo de ataque com míssil iraniano anteriormente.

No Irã, novas explosões foram registradas em Teerã. A agência semioficial Tasnim noticiou que áreas residenciais da cidade de Sanandaj, no oeste do país, foram atingidas por mísseis. A agência estatal IRNA informou que três pessoas morreram nos ataques. Em Teerã, pacientes precisaram ser evacuados de um hospital no norte da capital após danos causados por bombardeios, segundo a mídia estatal iraniana.

Em meio ao avanço do conflito, o principal representante iraniano afirmou que Teerã “não negociará” com os Estados Unidos. O apagão na internet no país já ultrapassa 48 horas, segundo a organização de monitoramento NetBlocks, embora jornalistas da CNN relatem que ainda há alguma conectividade limitada.

A escalada também impacta a aviação civil. Um amplo corredor aéreo sobre o Oriente Médio permanece fechado, com países vizinhos ao Irã restringindo voos. Passageiros enfrentam dificuldades para deixar a região, enquanto governos organizam evacuações. A China confirmou a morte de um cidadão chinês em Teerã. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, declarou: “Um cidadão chinês em Teerã foi recentemente afetado pelo conflito militar e infelizmente morreu”. Ela acrescentou: “Expressamos nossas condolências ao compatriota falecido e estendemos nossa solidariedade à família da vítima”. Segundo Mao, cerca de 3 mil cidadãos chineses já foram retirados do Irã até esta segunda-feira.

Empresas também registram impactos. A Amazon Web Services (AWS) relatou problemas de conectividade em um data center no Bahrein, poucas horas após uma instalação nos Emirados Árabes Unidos ter sido “impactada por objetos que atingiram o centro de dados, criando faíscas e incêndio”, conforme informou a companhia. A empresa não detalhou a causa da falha no Bahrein, enquanto equipes trabalhavam para conter o fogo nos Emirados e restabelecer os serviços.

Com a intensificação dos combates, Israel realizou ataques aéreos no sul do Líbano e em Beirute após o Hezbollah disparar foguetes contra o norte de Israel. O porta-voz militar israelense afirmou que “todas as operações permanecem sobre a mesa” ao ser questionado sobre a possibilidade de uma operação terrestre no Líbano. Segundo os militares, foram atingidos “terroristas seniores do Hezbollah na área de Beirute” e um “comandante central do Hezbollah no sul do Líbano”.

O conflito amplia seus efeitos militares, diplomáticos e econômicos, elevando a instabilidade no Oriente Médio e aumentando a preocupação internacional com a duração e a dimensão da guerra envolvendo o Irã e os Estados Unidos.

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