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Em diálogo com líderes de países do Golfo, Vladimir Putin alerta sobre o risco de um conflito regional

Presidente russo defende diplomacia após ataques de EUA e Israel ao Irã para lidar com "situação extremamente perigosa"

Presidente russo Vladimir Putin em Moscou (Foto: MAXIM SHIPENKOV/Pool via REUTERS)

247 - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou nesta segunda-feira (2) com quatro líderes de países do Golfo Pérsico, alertando sobre o risco de que os ataques e agressões dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã possam evoluir para um conflito regional. Putin destacou a necessidade de diplomacia para lidar com a "situação extremamente perigosa". As informações são da CNN Brasil.

Após o diálogo do presidente russo com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, o Kremlin informou que "ambos os lados expressaram séria preocupação com o risco real de expansão da zona de conflito, que já afetou os territórios de vários países árabes e acarreta consequências catastróficas". Salman afirmou que Moscou poderia atuar como estabilizador, considerando suas relações com o Irã e os países do Golfo.

Putin também manteve conversas com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, e com o rei do Bahrein. De acordo com o Kremlin, todas as conversas ressaltaram a urgência de cessar hostilidades e retomar um processo político e diplomático. O diálogo com o emir do Catar incluiu preocupação sobre o alastramento do conflito e o risco de envolvimento de terceiros países.

Escalada no Oriente Médio e assassinato de Khamenei

A escalada no Oriente Médio teve início no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã. Em resposta às agressões, o país persa disparou contra países da região que abrigam bases militares estadunidenses, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, morreu em decorrência dos ataques estadunidenses e israelenses. 

Após o comunicado, o Irã anunciou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera responder e reagir aos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo". O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à declaração, afirmando que, se o país persa retaliar, será atingido "com uma força nunca antes vista".

Trump havia indicado no sábado (28) que os ataques contra o Irã continuariam "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo".

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