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Enviado dos EUA à ONU afirma que todas as opções em relação ao Irã permanecem sobre a mesa

O embaixador Mike Waltz também citou os protestos que ocorrem no país asiático

Conselheiro de segurança nacional dos EUA, Mike Waltz, durante entrevista em Riad, na Arábia Saudita 18/02/2025 (Foto: Evelyn Hockstein/Reuters)

247 - O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, afirmou que todas as opções em relação ao Irã continuam à disposição do governo norte-americano. A declaração foi concedida em uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em sessão dedicada à situação iraniana. Os relatos, divulgados na Sputnik, foram apresentados no próprio encontro diplomático. O posicionamento emitido pelo diplomata trumpista gera preocupação, com risco de nova escalada de guerra de grandes proporções em nível global. 

Segundo Waltz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro que não descarta nenhuma alternativa para lidar com o cenário no país do Oriente Médio. As falas ocorreram no contexto de discussões internacionais sobre a escalada de tensões no Irã e as manifestações registradas nas últimas semanas. 

Em maio de 2025, Mike Waltz deixou o cargo de conselheiro de segurança nacional para se tornar embaixador dos EUA na ONU. “All options are on the table to stop the slaughter”, afirmou ele durante a reunião do Conselho de Segurança. O embaixador acrescentou que a comunidade internacional tem a responsabilidade de apoiar o povo iraniano diante da situação enfrentada no país.

Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro de 2025, impulsionados por preocupações com o aumento da inflação, associado ao enfraquecimento da moeda local, o rial iraniano. A partir de 8 de janeiro, as manifestações ganharam intensidade após apelos públicos de Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, deposto em 1979.

No mesmo dia em que os protestos se intensificaram, o acesso à internet foi bloqueado no país. Em diversas cidades iranianas, os atos evoluíram para confrontos com forças policiais, enquanto manifestantes entoavam palavras de ordem críticas ao governo. Há registros de vítimas tanto entre integrantes das forças de segurança quanto entre os participantes das manifestações.

Em declarações anteriores, no fim de dezembro, Donald Trump afirmou que apoiaria novos ataques contra o Irã caso Teerã tentasse dar continuidade ao desenvolvimento de seus programas de mísseis e nuclear. Posteriormente, já em meio às manifestações, o presidente dos Estados Unidos voltou a se pronunciar e ameaçou o país com uma ofensiva de grande escala caso houvesse mortes de manifestantes.

As declarações no Conselho de Segurança reforçam a posição oficial dos Estados Unidos de manter todas as possibilidades em avaliação enquanto acompanham os desdobramentos internos no Irã e a reação da comunidade internacional.

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