Erdogan diz que a Turquia atua pela paz no Oriente Médio e aponta efeitos negativos do conflito no cenário global
Líder turco afirmou que o governo avalia ações para reduzir impactos econômicos decorrentes da guerra iniciada pelas agressões dos EUA e Israel ao Irã
247 - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou nesta terça-feira (24) que o país seguirá empenhado em iniciativas para promover a paz no conflito no Oriente Médio. O líder turco declarou que a guerra tem provocado efeitos negativos tanto na economia nacional quanto no cenário global, segundo a CNN Brasil.
De acordo com Erdoğan, o governo avalia medidas para reduzir os impactos econômicos decorrentes da guerra iniciada pelas agressões dos Estados Unidos e Israel ao Irã, que resultou em aumento nos preços da energia e instabilidade regional. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, intensificou contatos diplomáticos na última semana.
Segundo informações do próprio governo turco, ele realizou diversas ligações com autoridades de diferentes países para discutir alternativas de contenção da crise. No domingo (22), Fidan manteve conversas com representantes do Irã, do Egito, dos EUA e da União Europeia (UE). De acordo com fonte diplomática, os diálogos abordaram possíveis caminhos para encerrar o conflito.
Escalada no Oriente Médio
A guerra teve início em 28 de fevereiro, após agressões coordenadas de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que atingiram áreas da capital, Teerã, e resultaram no assassinato do líder supremo Ali Khamenei, além de outras autoridades iranianas. Em resposta, o país persa lançou ataques contra alvos estadunidenses e israelenses em diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
O conflito também se estendeu ao Líbano, com as ofensivas militares de Israel no país árabe. Desde então, centenas de pessoas morreram no território libanês. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca informou ao menos sete mortes de militares estadunidenses relacionadas aos ataques iranianos.
Após a morte de Ali Khamenei, o Irã anunciou Mojtaba Khamenei como novo líder supremo. Especialistas apontam que a mudança representa continuidade na condução política do país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a escolha e classificou a decisão como um "grande erro".


