EUA ampliam sanções contra o Irã por vendas de petróleo e programas de armas
Medida atinge mais de 30 alvos e reforça a pressão do governo Trump sobre Teerã
Reuters – O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs nesta quarta-feira (25) sanções a mais de 30 indivíduos, entidades e embarcações da chamada "frota fantasma", que, segundo o governo estadunidense, possibilitaram vendas ilícitas de petróleo do Irã, além do desenvolvimento de mísseis balísticos e da produção de armas.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro também mirou múltiplas redes que permitem ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e ao Ministério da Defesa e Logística das Forças Armadas obter materiais precursores e maquinário necessários à produção de mísseis balísticos e outros armamentos, informou o departamento.
O presidente republicano Donald Trump lançou uma campanha para apertar o cerco à economia iraniana. Ele também enviou forças militares dos EUA ao Oriente Médio e alertou para um possível ataque caso Teerã não chegue a um acordo para resolver a longa disputa sobre seu programa nuclear.
Trump expôs brevemente seu argumento a favor de um possível ataque em seu discurso sobre o Estado da União ao Congresso, na noite de terça-feira (24).
O Irã afirma que sua pesquisa nuclear tem finalidade civil, voltada à produção de energia. Um alto funcionário iraniano disse à Reuters no domingo que Teerã e Washington continuam profundamente divididos quanto às sanções que devem ser suspensas e em que momento.
O Irã não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as novas sanções.
As sanções tiveram como alvo 12 embarcações da "frota fantasma" e seus proprietários ou operadores, que transportaram coletivamente centenas de milhões de dólares em petróleo e produtos petroquímicos iranianos, segundo o Tesouro.
O termo "frota fantasma" refere-se a navios que transportam petróleo sob sanções. Normalmente são embarcações antigas, com propriedade supostamente pouco transparente e que navegam sem a cobertura de seguro de primeira linha necessária para atender aos padrões internacionais exigidos por grandes companhias de petróleo e por muitos portos.
"O Irã explora sistemas financeiros para vender petróleo ilícito, lavar os lucros, adquirir componentes para seus programas nuclear e de armas convencionais e apoiar seus representantes terroristas", afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado.


