EUA avaliam deflagrar operação militar terrestre no Irã
Fontes indicam que governo norte-americano considera enviar tropas, enquanto militares reorganizam treinamentos e cancelam licenças
247 - Autoridades militares dos Estados Unidos analisam a possibilidade de ampliar a operação contra o Irã para além de ataques aéreos, incluindo eventualmente uma ação terrestre. Fontes ouvidas pela imprensa indicam que o envio de tropas está entre os cenários considerados por Washington, embora nenhuma decisão final tenha sido anunciada até o momento, relata a Al Jazeera.
Sinais dentro das forças armadas norte-americanas apontam para preparativos preliminares caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordene uma incursão em território iraniano. Licenças de militares teriam sido canceladas, alguns exercícios de treinamento foram adiados e parte do efetivo estaria passando por novos processos de capacitação voltados a diferentes tipos de operação.
Analistas militares indicam que, caso a Casa Branca optasse por uma invasão convencional — semelhante a campanhas militares anteriores conduzidas pelos Estados Unidos — seria necessário mobilizar um contingente de grandes proporções. Especialistas consultados afirmam que uma ofensiva desse tipo exigiria aproximadamente 500 mil soldados. Ainda assim, permanece incerto se Washington teria condições logísticas de deslocar uma força dessa magnitude para a região em um período curto.
Outra alternativa discutida entre analistas e fontes militares seria a realização de operações com forças especiais dentro do território iraniano. Esse tipo de ação, segundo as informações divulgadas, poderia ter como objetivo garantir o controle de estoques de urânio enriquecido do país.
A possibilidade de empregar unidades especiais voltou a ser mencionada recentemente e teria sido discutida nas últimas 24 a 48 horas. No entanto, especialistas avaliam que uma operação terrestre nesse momento enfrentaria obstáculos significativos devido à continuidade dos bombardeios contra o Irã, que dificultariam qualquer atuação prolongada em solo.
Mesmo assim, fontes afirmam que a hipótese permanece no radar estratégico dos Estados Unidos. Caso a Casa Branca decida ampliar a atual ofensiva — hoje concentrada em ataques aéreos — o cenário de uma intervenção terrestre poderia voltar a ganhar força no planejamento militar norte-americano.


