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EUA avaliam reforços militares enquanto guerra contra o Irã entra em possível nova fase

EUA consideram enviar 5 mil soldados ao Oriente Médio

Pessoas trabalham durante a expansão de um cemitério, enquanto a fumaça resultante de ataques aéreos sobe atrás do cemitério Behesht-e Zahra, em meio ao conflito, em Teerã, Irã (Foto: Alaa Al-Marjani/Reuters)

247 - Os Estados Unidos avaliam ampliar sua presença militar no Oriente Médio diante da intensificação da guerra contra o Irã, que pode entrar em uma nova etapa nas próximas semanas. A possibilidade de envio de reforços ocorre em meio ao aumento das operações militares e à crescente instabilidade na região. Os relatos foram publicados nesta quarta-feira (18) pela Reuters.

Entre as opções em avaliação estão o envio de contingentes adicionais de militares e a ampliação da presença naval. Relatos recentes indicam que o Pentágono já aprovou o deslocamento de até 5 mil soldados, além de embarcações militares, como parte de um esforço para responder às ações iranianas e garantir capacidade de resposta rápida.

A movimentação ocorre em um contexto de intensificação das operações militares. Desde o início da guerra, os Estados Unidos têm ampliado sua atuação com ataques aéreos e mobilização de equipamentos, em um cenário descrito por analistas como a maior concentração de forças na região desde a invasão do Iraque em 2003. Além do aumento da presença militar, autoridades dos EUA também avaliam os riscos de escalada do conflito, incluindo possíveis ataques a infraestruturas estratégicas e impactos no fornecimento global de energia.

Em Washington, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que uma nova etapa da ofensiva será lançada “em breve”. A disputa entre as potências tem reflexos diretos nas alianças regionais. No campo americano, oito países do Oriente Médio são considerados parceiros formais de Washington: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Egito e Síria. O Irã, por sua vez, mantém relações próximas com o Paquistão, com o Hezbollah — grupo estabelecido no Líbano — e com o Iêmen.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram conjuntamente uma operação militar contra o Irã, alegando que o país persa desenvolvia tecnologia para a fabricação de bombas nucleares. Mas a Agência Internacional de Energia Atômica(AIEA) rebateu a acusação: seu diretor-geral, Rafael Grossi, informou que equipes de inspeção da ONU não localizaram qualquer indício de que Teerã mantivesse um programa coordenado nessa direção. Desde o início dos combates, o conflito já provocou mais de 2 mil mortes entre o território iraniano e países vizinhos da região do Oriente Médio.

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