Forças dos EUA estão prontas para atacar o Irã neste fim de semana, diz mídia
Segundo a CNN, militares dos Estados Unidos já têm plano pronto, mas o presidente Donald Trump ainda não autorizou ofensiva
247 - Os Estados Unidos elevaram o nível de alerta militar no Oriente Médio e já estariam em condições de lançar um ataque contra o Irã ainda neste fim de semana. Mesmo com a preparação avançada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não tomou a decisão final sobre autorizar ou não uma ofensiva. Segundo a CNN, a Casa Branca foi informada de que as Forças Armadas estadunidenses podem estar prontas para uma operação militar já nos próximos dias, após um aumento expressivo no envio de recursos aéreos e navais para a região.
Trump ainda não decidiu, apesar de prontidão militar
De acordo com as fontes ouvidas pela reportagem, Trump tem manifestado posições divergentes em conversas privadas, ora defendendo uma ação militar, ora demonstrando hesitação. Ainda segundo o relato, o presidente dos Estados Unidos vem consultando assessores e aliados para avaliar qual seria o melhor caminho. “Ele está passando muito tempo pensando sobre isso”, afirmou uma fonte à emissora. Até o momento, não há confirmação se Trump pretende tomar uma decisão definitiva antes do fim de semana.
Negociações em Genebra seguem sem acordo
Enquanto o risco de uma escalada militar cresce, representantes do Irã e dos Estados Unidos mantiveram conversas indiretas na cidade de Genebra, na terça-feira (17). Segundo a CNN, os negociadores trocaram mensagens durante três horas e meia, mas encerraram o encontro sem apresentar um acordo concreto.
O principal negociador iraniano afirmou que ambos os lados chegaram a um “conjunto de princípios orientadores”. Já um funcionário norte-americano, citado pela emissora, declarou que “ainda há muitos detalhes a discutir”.
Casa Branca diz priorizar diplomacia, mas mantém ataque como opção
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou nesta quarta-feira (18) que o Irã deve apresentar mais detalhes sobre sua posição de negociação “nas próximas semanas”. Apesar disso, ela evitou dizer se Trump pretende aguardar esse período antes de autorizar uma eventual ação militar. “Não vou estabelecer prazos em nome do presidente dos Estados Unidos”, afirmou Leavitt.
A porta-voz disse ainda que “a diplomacia é sempre sua primeira opção”, mas reforçou que a possibilidade de ataque continua sendo considerada. “Há muitas razões e argumentos que alguém poderia apresentar para um ataque contra o Irã”, declarou. Segundo ela, Trump está baseado principalmente nas orientações de sua equipe de segurança nacional “em primeiro lugar”.
Porta-aviões e caças reforçam presença dos EUA no Oriente Médio
O porta-aviões USS Gerald Ford, considerado o mais avançado da frota estadunidense, pode chegar ao Oriente Médio já neste fim de semana. O deslocamento ocorre após uma sequência de reforços militares na região.
Além disso, ativos da Força Aérea dos EUA estacionados no Reino Unido, incluindo aviões-tanque de reabastecimento e caças, estariam sendo reposicionados para áreas mais próximas do Oriente Médio, segundo fontes familiarizadas com os movimentos.
As declarações cautelosas e a movimentação militar vêm ampliando temores de um confronto direto entre Washington e Teerã, mesmo com autoridades ainda afirmando apostar na diplomacia.
Irã fortalece instalações nucleares, apontam imagens de satélite
Do lado iraniano, novas imagens de satélite analisadas pelo Institute for Science and International Security indicam que o país vem reforçando a proteção de algumas de suas instalações nucleares.
Segundo a análise citada pela CNN, o Irã estaria utilizando concreto e grandes volumes de terra para cobrir áreas estratégicas e enterrar pontos considerados essenciais, em meio à pressão militar dos Estados Unidos.
Ramadã, Olimpíadas e discurso de Trump entram no cálculo político
A reportagem também aponta que uma série de eventos internacionais pode influenciar o momento de uma eventual ofensiva. Os Jogos Olímpicos de Inverno terminam no domingo e, segundo autoridades europeias, haveria a expectativa de que um ataque não ocorra antes do encerramento da competição.
Outro elemento citado é o início do Ramadã, que começou na quarta-feira. Autoridades de aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, que estariam pressionando contra um ataque por temerem desestabilização regional, afirmaram que uma ação militar durante o mês sagrado poderia ser interpretada como sinal de desrespeito.
Além disso, Trump fará na próxima terça-feira seu discurso anual do Estado da União. Segundo auxiliares, o pronunciamento deve marcar o início de sua mensagem política voltada ao ano eleitoral legislativo, com foco em temas internos.
Ainda assim, não está claro se o presidente dos Estados Unidos considera diretamente esses fatores ao pesar suas opções sobre o Irã.
Marco Rubio viajará a Israel para tratar do tema com Netanyahu
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, deve viajar a Israel no dia 28 de fevereiro. O objetivo da visita seria se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e atualizá-lo sobre o andamento das negociações com o Irã, segundo um funcionário do Departamento de Estado citado pela emissora.
Trump não detalha objetivos e apoio interno permanece incerto
Apesar da escalada de tensão, a reportagem observa que Trump não tem buscado, até agora, consolidar apoio público e político para uma operação militar de grande escala contra o Irã. Segundo a CNN, ele chegou a sugerir interesse em uma mudança de governo e reforçou a exigência de que Teerã não obtenha uma arma nuclear, mas não detalhou quais seriam os objetivos concretos de uma ofensiva.


