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Irã desmente negociações com Estados Unidos e expõe recuo de Trump

País persa afirma que presidente estadunidense recuou após Teerã ameaçar ataques retaliatórios contra instalações energéticas no Golfo

Uma miniatura impressa em 3D do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a bandeira do Irã são vistas nesta ilustração feita em 9 de janeiro de 2026 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo.)

247 - O Irã desmentiu nesta segunda-feira (23) qualquer conversa em andamento com autoridades dos Estados Unidos, segundo informou a agência estatal Fars. De acordo com fontes do governo iraniano, o presidente estadunidense Donald Trump recuou diante das ameaças de Teerã de atacar instalações energéticas na região do Golfo. Segundo o G1, nesta manhã, Trump anunciou uma trégua de cinco dias em ataques à infraestrutura energética iraniana, afirmando ter tido "conversas muito boas" com lideranças do país persa durante o fim de semana.

Outra agência estatal, Tasmin, reforçou que não houve negociações e não haverá, destacando que "com esse tipo de guerra psicológica, nem o Estreito de Ormuz retornará às suas condições pré-guerra, nem haverá paz nos mercados de energia". Segundo a agência Mehr, o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que a declaração de Trump teria como objetivo reduzir os preços do petróleo e gás, que dispararam após o início do conflito.

Declaração de Trump

Trump publicou em sua rede social Truth Social que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra instalações energéticas iranianas por cinco dias, sujeito ao sucesso das discussões em andamento.

"Ainda nos últimos dois dias, tivemos conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por cinco dias", declarou o presidente estadunidense.

Conflito

O anúncio ocorre um dia após a Guarda Revolucionária iraniana ameaçar fechar totalmente o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia de Israel e das bases americanas na região. A ação foi uma resposta ao ultimato de Trump no sábado (21), quando anunciou que "obliteraria" instalações energéticas iranianas caso Teerã não reabrisse completamente o estreito em 48 horas.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que, caso ocorra um ataque, irão "destruir completamente" empresas no Oriente Médio com participação estadunidense e considerar como alvos legítimos instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou nas redes sociais que o país destruirá de forma irreversível infraestruturas críticas e instalações de energia na região. As Forças Armadas iranianas reforçaram que qualquer ação contra instalações energéticas pertencentes aos EUA será respondida.

O embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), Ali Mousavi, afirmou que o estreito permanece fechado apenas para navios considerados "inimigos do Irã" e que Teerã deseja garantir a passagem segura das demais embarcações.

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