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Irã fala em 'linha vermelha' após Trump falar em apoiar protestos e ameaçar atacar o país

Autoridades iranianas dizem que qualquer ação dos EUA terá resposta imediata

Irã fala em 'linha vermelha' após Trump falar em apoiar protestos e ameaçar atacar o país (Foto: REUTERS/Khaled al-Hariri)

247 - A crise política e social no Irã ganhou novos contornos nesta sexta-feira com a reação dura do governo iraniano às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os protestos que se espalham pelo país. Autoridades de Teerã classificaram qualquer tipo de intervenção estrangeira como uma “linha vermelha” e alertaram para uma possível resposta imediata caso a soberania nacional seja ameaçada. Ao menos seis pessoas morreram durante confrontos registrados na quinta-feira, além de dezenas de feridos e prisões em várias cidades iranianas. As informações são do jornal O Globo

Declarações de Trump elevam tensão com Teerã

A reação iraniana ocorreu após Donald Trump afirmar que os Estados Unidos poderiam agir em defesa dos manifestantes, caso o governo iraniano intensifique a repressão. As manifestações começaram no último domingo, impulsionadas pelo aumento do custo de vida e pelo agravamento da crise econômica no país.

Em uma publicação na rede Truth Social, Trump escreveu que “se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, o que é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu socorro. Estamos com as armas preparadas e carregadas, prontos para agir. Obrigado por sua atenção a este assunto!”.

Irã alerta para resposta militar a qualquer interferência

Ali Shamkhani, conselheiro do aiatolá Ali Khamenei, reagiu publicamente às declarações do presidente estadunidense. Em uma mensagem publicada nas redes sociais, ele afirmou que “qualquer mão intervencionista que ataque a segurança do Irã sob qualquer pretexto será alvo de uma resposta”. Em seguida, reforçou: “A segurança do Irã é uma linha vermelha”.

O governo iraniano teme que a instabilidade interna seja usada como justificativa para ações de potências estrangeiras. Antes mesmo das declarações de Trump, a agência de inteligência de Israel, o Mossad, divulgou uma mensagem direcionada aos manifestantes, sugerindo apoio “do solo”, o que aumentou o estado de alerta em Teerã.

Conselheiros do aiatolá falam em risco regional

Outro conselheiro do líder supremo iraniano, Ali Larijani, também comentou a fala do presidente dos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, ele escreveu que “Trump deveria saber que qualquer interferência dos Estados Unidos neste assunto interno seria o equivalente a desestabilizar toda a região e prejudicar os interesses americanos”. Na sequência, acrescentou: “que tenha cuidado com seus soldados”.

Histórico de confrontos entre EUA e Irã

Embora Estados Unidos e Irã mantenham uma relação marcada por décadas de tensão, o confronto se intensificou desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Em junho, Washington realizou bombardeios contra instalações nucleares iranianas, rompendo um limite histórico na relação entre os dois países. Na segunda-feira, Trump voltou a endurecer o discurso ao prometer “erradicar” qualquer tentativa de Teerã de reconstruir seu programa nuclear ou desenvolver mísseis balísticos.

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