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Irã rejeita interferência externa na sucessão de seu líder supremo, diz chanceler

Abbas Araghchi diz que decisão cabe ao povo iraniano e afirma que o país exerce “legítima defesa” ao atacar bases dos EUA em países vizinhos

Abbas Araghchi (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS )

247 - O governo do Irã rejeitou qualquer possibilidade de interferência externa no processo de escolha do próximo líder supremo do país e afirmou que a sucessão será conduzida exclusivamente pelas instituições iranianas. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, em entrevista à emissora NBC, na qual também reiterou que as estruturas políticas do país seguem funcionando normalmente. 

Segundo Araghchi, a definição do novo líder supremo será realizada pela Assembleia de Peritos, órgão responsável por essa escolha dentro do sistema político iraniano. O chanceler destacou que o processo ocorre dentro das normas institucionais do país e ressaltou que o governo continua operando regularmente, com o presidente, o gabinete e o parlamento exercendo suas funções. “Um novo líder supremo será eleito em breve pela Assembleia de Peritos”, afirmou o ministro durante a entrevista.

O chefe da diplomacia iraniana também respondeu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que comentou sobre a situação política no Irã. Araghchi reiterou que o país não aceitará qualquer tipo de interferência estrangeira em decisões consideradas soberanas. “Cabe ao povo iraniano eleger seu novo líder”, declarou. 

Irã defende ataques contra bases americanas

Durante a entrevista, Araghchi também abordou as tensões militares no Oriente Médio e afirmou que os ataques realizados pelo Irã contra alvos associados aos Estados Unidos na região são uma resposta a uma guerra que, segundo ele, foi imposta ao país.

De acordo com o chanceler, Teerã não iniciou o conflito e tem agido em legítima defesa diante das ações dos Estados Unidos e de Israel. Ele descreveu o confronto como resultado de uma escalada externa. “Esta não é a guerra que escolhemos. Ela nos foi imposta pelos Estados Unidos e por Israel”, afirmou Araghchi, classificando o conflito como “não provocado, injustificado e ilegal”.

O ministro acrescentou que as ações militares iranianas têm como alvo bases, instalações e ativos norte-americanos no Oriente Médio. Segundo ele, essas operações podem ocorrer mesmo quando tais estruturas estejam localizadas em território de países vizinhos, desde que sejam vinculadas à presença militar dos Estados Unidos na região.

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